quinta-feira, 1 de abril de 2010

Desgaste, o vilão da Copa do Mundo


Tarde de quarta-feira no Brasil, UEFA Champions League no ar. Dois jogos e muita expectativa sobre um deles, Arsenal x Barcelona, na reedição da final da temporada 2005/06.

O jogo até que correspondeu às expectativas - um 2 a 2 relativamente heroico para os Gunners, que saíram perdendo por 2 a 0. Mas o saldo foi bastante negativo, pelo menos para o elenco da equipe inglesa.

Arshavin, Gallas e Fábregas se lesionaram no decorrer da partida. Tirando o russo, cuja seleção não participará da competição, os outros sofrerão com dificuldades-extra na preparação para a Copa do Mundo - lembrem-se, começará em 11 de junho.

Tudo bem, nem Gallas para a França nem Fábregas para a Espanha são peças insubstituíveis, apesar, é claro, de serem grandes jogadores. Mas essas lesões, somadas à de Rooney durante Bayern x Manchester United no dia anterior, servem de alerta a todos os envolvidos no principal torneio do futebol mundial. Especialmente para quem joga na Europa.

Vamos pensar: a temporada de clubes no velho continente se inicia em agosto/setembro, estendendo-se normalmente até maio. Ou seja, entre o final de março e o começo de abril, os jogadores já sentem o desgaste físico (e o mental) com muita intensidade.

Em outras palavras, a Copa do Mundo acontece exatamente no período de férias dos atletas, que, acostumados com essa rotina a cada nova temporada, já estão acostumados a essa época de descanso.

Ao substituí-lo por competição de altíssimo nível, todos estão levando os respectivos corpos a um desgaste para o qual, em muitos casos, não estão preparados. E é assim que, historicamente, constatamos diversas ausências de grandes jogadores nos Mundiais, acometidos por diversas lesões possíveis.

No caso da Seleção Brasileira, o episódio mais recente de "corte" aconteceu exatamente em 2006, quando Edmílson foi cortado de última hora e Mineiro foi convocado para ocupar a vaga.

Em 2002, Emerson, em 1998, Romário, e em 1994, Ricardo Gomes e Mozer, todos eles também foram cortados, ainda que em situações bastante específicas - como a queda de mau jeito de Emerson quando brincava de goleiro, já na Coreia, obrigando Felipão a chamar Ricardinho em cima da hora.

Que os deuses da bola protejam Messi, Cristiano Ronaldo, Kaká, Robben, Fernando Torres e todos os outros craques que merecem brilhar na África do Sul.

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