
A primeira partida que assisti ao vivo foi um Corinthians x Bahia, em 12 de outubro de 1993, quando tinha seis anos. Com dois gols de Viola, dois de Rivaldo e um de Válber, o Timão ganhou por 5 a 1 e estava feito: era um corintiano, maloqueiro e sofredor oficial.
O jogo foi no Pacaembu, estádio com o qual tenho uma relação muito próxima. Meu Trabalho de Conclusão de Curso foi um documentário/peça radiofônica sobre esse complexo esportivo que completará 70 anos no final do mês. Além disso, trabalhei no órgão público responsável por ele, a Secretaria Municipal de Esportes.
Assim sendo, sou meio suspeito para fazê-lo, mas digo com convicção que o Pacaembu é o melhor estádio de futebol em São Paulo. Ou então, pra ser mais preciso: é o mais agradável. Pode não ser tão grande, tão pujante e tão moderno quanto o Morumbi, mas é, de longe, muito melhor para se assitir uma partida.
(Antes que surjam dúvidas, não conheço a Arena Barueri para emitir opinião sobre ela. Mas, englobando Morumbi, Palestra Itália e Canindé, sim, o Pacaembu é o melhor).
Não é por isso, no entanto, que me furtarei em dizer que o Morumbi também tem suas qualidades. Claramente, a mais importante delas é a capacidade, fundamental para receber partidas de grande porte. Tem também um excelente gramado, acessos bem honestos às arquibancadas, boa estrutura.
Visivelmente, porém, nem o Morumbi, nem o Pacaembu, nem qualquer outra casa esportiva paulistana tem condições de receber uma partida do Mundial de 2014. Para quem conhece, é evidente que a qualidade deixa muito a desejar em relação aos estádios recentemente vistos na Alemanha, em Portugal, Coreia e Japão, também em grandes eventos.
Desde o início fui favorável à construção de uma nova arena para ser a sede paulista na Copa. As razões são:
1) Uma nova construção seria, de longe, a melhor em termos de infra-estrutura, aproximando-se do ideal.
2) Dessa maneira, São Paulo poderia retomar o espaço perdido para Belo Horizonte e Brasília na disputa pela partida de abertura do Mundial
3) A cidade carece de espaços multiuso de grande porte. Morumbi e Palestra Itália recebem espetáculos dos mais diversos, mas não foram concebidos com esse intuito. Assim, a estrutura desses estádios sempre fica comprometida ao término dos shows.
Naturalmente, quando me refiro a uma nova construção, é bom que fique claro: DINHEIRO PRIVADO! Nem município, nem estado, nem União devem injetar valores nesse tipo de empreitada. A participação dessas instâncias na Copa deve estar focada na criação de infra-estrutura urbana (hospitais, transporte público, vias de trânsito, etc.) adequada para a utilização das milhões de pessoas que estarão aqui em 2014.
O tempo existe, mas é muito escasso. Caso essa nova opção não seja viabilizada, nem o comitê organizador paulista convença a Fifa que o Morumbi estará apto, São Paulo corre riscos de assistir às partidas da Copa do Mundo de 2014 somente na televisão.
Um comentário:
Seu blog é ótimo Furlan. pq ninguém deixa a sua rúbrica aqui!?
Divulgue isto, já!
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