
Não chega a ser surpreendente o fato de eu ter deixado este espaço de lado por quase seis meses. Sempre tive dificuldade para manter o pique em determinadas atividades, e escrever, mesmo sobre assuntos que me interessam, não foi exceção.
Já que "antes tarde do que nunca" é uma expressão que aparece no Dicionário Furlan de Baboseiras, também não se deve estranhar o retorno do escriba. Para, de modo a aproveitar a oportunidade, rever o que de mais importante aconteceu na temporada esportiva de 2010.
Como há competições que ainda não se concluíram, natural que se comece pelos certames já sacramentados.
A primeira grande análise, portanto, será do Mundial de Fórmula 1, pois atende a três critérios importantes: 1) Já terminou; 2) Aprecio bastante e; 3) Tive a oportunidade de acompanhar de cabo a rabo.
Sem delongas, vamos aos aspectos mais importantes da categoria.
Já que "antes tarde do que nunca" é uma expressão que aparece no Dicionário Furlan de Baboseiras, também não se deve estranhar o retorno do escriba. Para, de modo a aproveitar a oportunidade, rever o que de mais importante aconteceu na temporada esportiva de 2010.
Como há competições que ainda não se concluíram, natural que se comece pelos certames já sacramentados.
A primeira grande análise, portanto, será do Mundial de Fórmula 1, pois atende a três critérios importantes: 1) Já terminou; 2) Aprecio bastante e; 3) Tive a oportunidade de acompanhar de cabo a rabo.
Sem delongas, vamos aos aspectos mais importantes da categoria.
Sem espaço para surpresas
Esqueçam o que aconteceu com a Brawn GP em 2009. Ou melhor, lembrem-se bem, pois dificilmente algo parecido voltará a acontecer.
Em 2010, somente as grandes brigaram pelos títulos. As históricas, McLaren e Ferrari, e a contemporânea, Red Bull. Melhor assim, apesar de uma zebrinha aqui e outra ali fazerem bem.
Gênio das pranchetas
Sorte é um componente fundamental na Fórmula 1, mas só dentro das pistas. Nos bastidores, a competência é rainha sem candidata à sucessão.
Quando o assunto é engenharia de carros, o sinônimo de competência é Adrian Newey. Impressiona a capacidade deste inglês para conceber máquinas muito superiores às demais. O RB6 entra na lista de joias que já tem o Williams FW14 e o McLaren MP4/13.
Desmistificando a lenda
Ele é o maior recordista da história da F-1 e, provavelmente, jamais verá alguém superar suas marcas. Mas Michael Schumacher se mostrou, antes de tudo, humano.
Três anos de ausência das pistas foram determinantes da má temporada do heptacampeão. Tudo bem, Rosberg é um piloto de virtudes, mas a surra que Schummy tomou do companheiro em quase todas as 19 provas não pode ser amenizada. Foi, em síntese, um papelão.
Brasileiros, meros coadjuvantes
Começando pelo melhor deles: Rubens Barrichello. Foi o maior responsável pela evolução do carro da Williams no decorrer do ano. Hulkenberg chegou cheio de pompa, depois de ter sido campeão da GP2, mas foi deixado em segundo plano (tirando o GP do Brasil). Palmas para Barrica.
Felipe Massa não foi sombra do piloto combativo de outrora. Releve-se a dificuldade que ele e outros pilotos alegaram ter com os pneus Bridgestone, ok. Só não é possível atribuir a esse fator a exclusiva culpa da sova que levou de Alonso na Ferrari.
Bruno Senna e Lucas di Grassi naufragaram com suas equipes, as novatas e ridiculamente lentas Hispania e Virgin. Seria melhor se tivessem assinado como piloto de teste de outras marcas, mais fortes.
Um campeonato para cinco
O correto Jenson Button, o malaco Mark Webber, o apressado Lewis Hamilton e o sórdido Fernando Alonso. Todos eles lideraram, em algum momento, a disputa entre pilotos.
Apesar de nenhum ter conquistado a taça, vale registrar o equilíbrio dos carros e dos volantes, muito mais importantes para a emoção da reta final da temporada do que o novo sistema de pontuação - que, na prática, não trouxe nada de relevante.
Prodígio e campeão
Ao contrário dos rivais, Sebastian Vettel jamais frequentou a primeira posição do campeonato. Ops, quer dizer... só depois do GP de Abu Dhabi.
Incontestavelmente, Vettel foi o mais rápido de 2010. Começou errando muito, sofreu com algumas quebras no decorrer do caminho, mas fez por merecer a coroa. É, agora, o mais jovem campeão da história da F-1.
Será que tem pique para quebrar outros recordes? Só o tempo dirá, mas o talento desse Tião salta aos olhos de quem gosta de automobilismo.
TOP-5 dos pilotos
1) Sebastian Vettel
2) Fernando Alonso
3) Robert Kubica
4) Lewis Hamilton
5) Rubens Barrichello
TOP-5 das equipes
1) Red Bull
2) McLaren
3) Renault
4) Williams
5) Ferrari
TOP-5 dos micos
1) Ordem da Ferrari para Massa, que cedeu a liderança e a vitória a Alonso, na Alemanha.
2) Equipes novatas suando sangue para ficar 2s atrás da Toro Rosso, pior das estabelecidas.
3) Manobra sem-vergonha de Schumacher, querendo esmagar Barrichello contra o muro na Hungria.
4) Manutenção de Hermann Tilke como desenhista oficial de novas pistas, como as péssimas de Cingapura, Coreia do Sul e Abu Dhabi.
5) Sakon Yamamoto, um simpático japoronga, mas inapto para as corridas.
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