O título do post não é, em absoluto, depreciativo ao feito de Rafael Nadal. Pelo contrário, trata-se de um elogio ao maior jogador da história nas quadras de saibro.
Ele chegou oficialmente a esse status ao derrotar Roger Federer numa final de Roland Garros pela quarta vez em seis temporadas, alcançando, assim, a sexta taça em Paris. Igualou Bjorn Borg em número de títulos nesse Grand Slam, mas, na prática, já alcançou muito mais sobre a terra batida que o sueco (32 dos 46 títulos do espanhol foram no saibro, incluindo 14 Masters Series/Masters 1000).
Há um fator que valoriza ainda mais a consagração do espanhol: ser contemporâneo de Federer, o maior de todos os tempo, de acordo, inclusive, com o próprio Nadal. O triunfo de ontem foi o 17º do Touro Miúra, contra somente oito do suíço.
Prova de que Nadal foi e é um dos poucos a conhecer os pontos fracos do recordista de Slams e, mais importante, atacá-los com eficiência. Historicamente, outro que se encaixa nesse perfil é David Nalbandian, diga-se.
Ontem, Federer teve chances, e não foram poucas, de vencer. Fez primeiro set irrepreensível até sacar em 30-15 quando liderava por 5-3, já tendo desperdiçado um set point no saque de Nadal. Esse foi o turning point da decisão. Nadal engatou cinco games vencidos na sequência, fechou em 7-5 e deu o grande passo para a conquista.
O campeão de 2009 ainda levou o segundo set para o tie-break, mas não teve êxito nele. Ganhou o terceiro set por 7-5, mas, quando parecia esboçar uma reação, foi aniquilado por Nadal na quarta e derradeira parcial.
Foi a técnica que definiu a sorte deste Roland Garros? Certamente, não. Foi a mente dominante de Rafa que preponderou sobre a de Roger. Assim, nos momentos críticos, apareceram os aces, winners e a defesa monstruosa de Nadal. E o adversário, mais uma vez, naufragou.
A liderança do ranking mundial não mudou de dono, ao contrário do que se imaginava até quatro ou cinco dias atrás. Claro, Djokovic ainda está em boa posição para chegar lá, e ainda depende só de si para tal. Mas, em Wimbledon, terá que acontecer a combinação que faltou em Roland Garros: o sérvio chegando à final ou torcendo para que Rafa não repita o título de 2010.
E, convenhamos: agora, ainda mais, apostar contra Nadal não parece ser a ideia mais inteligente.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
ROLAND GARROS - Para um torneio épico, uma final entre gênios
Não pude escrever as análises de Roland Garros fase a fase, como pretendia. Mas houve tempo para que eu pudesse relatar os jogos semifinais da chave masculina. Um deles, diga-se, entrou para a história e na minha lista dos cinco melhores que já vi.
Marchemos em ordem cronológica. Na primeira partida, o desleixado Andy Murray não parecia ter estabilidade o bastante para prevalecer num duelo de cinco sets contra Rafael Nadal.
E não teve mesmo.
O espanhol utilizou a característica mais marcante dele próprio no saibro: o poder supremo nas devoluções. Mais precisamente: a capacidade de intimidar o saque do adversário, utilizando a postura vencedora e golpes de muita intensidade e qualidade, fazendo com que o oponente sofra e sue sangue para confirmar o serviço.
Aliás, é bom que se frise: não há mais nenhuma grande brecha no jogo de Nadal. Forehand matador, backhand estável, subidas à rede seguidas de bons voleios. E muita, muita perna. Chegando em todas as bolas.
Em Roland Garros, contudo, o saque do "touro miúra" tem sido menos eficiente do que de costume. Tanto que Murray teve mais break points do que ele (18 a 13). Como disse anteriormente, a diferença foi a devolução de Nadal, e, consequentemente, a conversão de mais chances de quebra do que o adversário (6 a 3). No fim das contas, 6-4/7-5/6-4 foi um placar justo e mostrou que Andy ainda tem muito a melhorar nos jogos decisivos contra os cachorrões.
E, na sequência, veio o clássico. O jogão.
Djokovic assumiria a liderança do ranking mundial com a vitória e, de quebra, estenderia sua invencibilidade a 44 jogos, um feito e tanto no tênis moderno. Estava mais descansado que o adversário, tendo em vista a classificação por W.O (graças à desistência de Fábio Fognini antes do confronto válido pelas quartas). Era o destino conspirando a favor do sérvio, evidente.
Mas o senhor (monsieur fica melhor) Destino esqueceu de combinar com o rival de Nole nessa semifinal. Que não ganhou nenhum título em 2011, tendo sido derrotado pelo próprio Djokovic em três ocasiões na atual temporada. Que, de acordo com muitos, já estava começando a pensar na aposentadoria, já que a qualidade de jogo parecia estar em declínio.
Só que... uma vez Roger Federer, sempre Roger Federer.
E ele fez como nos melhores momentos da carreira. Talvez, num nível superior a qualquer outra partida que ele tenha disputado no saibro.
O suíço atacou e se defendeu com maestria rara, que só os grandes gênios do esporte são capazes de utilizar. O desempenho no segundo set, diga-se de passagem, foi espetacular, coisa de filme. Mas era real, muito real.
A valentia de Djokovic esteve lá, e ajudou o número 2 do mundo a faturar o terceiro set, mas só serviu para adiar o golpe de misericórdia desferido por Federer, no tie-break do quarto set, fechando tudo em 3 a 1 (7-6/6-3/3-6/7-6). Uma batalha em altíssimo nível.
Para mim, sendo honesto, foi difícil assistir a esse jogo. São meus dois favoritos na turnê, de longe. Estilos diferentes, mas qualidade e carisma lá em cima. Veja abaixo o ponto que definiu o jogo.
O que esperar da final
Não sei se o histórico entre Nadal e Federer em Roland Garros vai ter alguma influência na partida de amanhã em termos de motivação. Creio que não, sobretudo por ambos serem supermotivados por natureza. Nasceram para vencer, em resumo, e sempre fazem tudo o que podem para chegar lá.
O que, de fato, poderá pesar é o estilo de jogo dos dois. Todos sabemos que o hyper top spin do espanhol castiga sem dó o suíço, especialmente no revés. Se eu tivesse que apontar um placar e um favorito, racionalmente diria 3 a 1 para Nadal.
Mas minha torcida será intensa pelo Fedexpress.
Marchemos em ordem cronológica. Na primeira partida, o desleixado Andy Murray não parecia ter estabilidade o bastante para prevalecer num duelo de cinco sets contra Rafael Nadal.
E não teve mesmo.
O espanhol utilizou a característica mais marcante dele próprio no saibro: o poder supremo nas devoluções. Mais precisamente: a capacidade de intimidar o saque do adversário, utilizando a postura vencedora e golpes de muita intensidade e qualidade, fazendo com que o oponente sofra e sue sangue para confirmar o serviço.
Aliás, é bom que se frise: não há mais nenhuma grande brecha no jogo de Nadal. Forehand matador, backhand estável, subidas à rede seguidas de bons voleios. E muita, muita perna. Chegando em todas as bolas.
Em Roland Garros, contudo, o saque do "touro miúra" tem sido menos eficiente do que de costume. Tanto que Murray teve mais break points do que ele (18 a 13). Como disse anteriormente, a diferença foi a devolução de Nadal, e, consequentemente, a conversão de mais chances de quebra do que o adversário (6 a 3). No fim das contas, 6-4/7-5/6-4 foi um placar justo e mostrou que Andy ainda tem muito a melhorar nos jogos decisivos contra os cachorrões.
E, na sequência, veio o clássico. O jogão.
Djokovic assumiria a liderança do ranking mundial com a vitória e, de quebra, estenderia sua invencibilidade a 44 jogos, um feito e tanto no tênis moderno. Estava mais descansado que o adversário, tendo em vista a classificação por W.O (graças à desistência de Fábio Fognini antes do confronto válido pelas quartas). Era o destino conspirando a favor do sérvio, evidente.
Mas o senhor (monsieur fica melhor) Destino esqueceu de combinar com o rival de Nole nessa semifinal. Que não ganhou nenhum título em 2011, tendo sido derrotado pelo próprio Djokovic em três ocasiões na atual temporada. Que, de acordo com muitos, já estava começando a pensar na aposentadoria, já que a qualidade de jogo parecia estar em declínio.
Só que... uma vez Roger Federer, sempre Roger Federer.
E ele fez como nos melhores momentos da carreira. Talvez, num nível superior a qualquer outra partida que ele tenha disputado no saibro.
O suíço atacou e se defendeu com maestria rara, que só os grandes gênios do esporte são capazes de utilizar. O desempenho no segundo set, diga-se de passagem, foi espetacular, coisa de filme. Mas era real, muito real.
A valentia de Djokovic esteve lá, e ajudou o número 2 do mundo a faturar o terceiro set, mas só serviu para adiar o golpe de misericórdia desferido por Federer, no tie-break do quarto set, fechando tudo em 3 a 1 (7-6/6-3/3-6/7-6). Uma batalha em altíssimo nível.
Para mim, sendo honesto, foi difícil assistir a esse jogo. São meus dois favoritos na turnê, de longe. Estilos diferentes, mas qualidade e carisma lá em cima. Veja abaixo o ponto que definiu o jogo.
O que esperar da final
Não sei se o histórico entre Nadal e Federer em Roland Garros vai ter alguma influência na partida de amanhã em termos de motivação. Creio que não, sobretudo por ambos serem supermotivados por natureza. Nasceram para vencer, em resumo, e sempre fazem tudo o que podem para chegar lá.
O que, de fato, poderá pesar é o estilo de jogo dos dois. Todos sabemos que o hyper top spin do espanhol castiga sem dó o suíço, especialmente no revés. Se eu tivesse que apontar um placar e um favorito, racionalmente diria 3 a 1 para Nadal.
Mas minha torcida será intensa pelo Fedexpress.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
GP DE MÔNACO - A medida da sorte
É sintomático: quando a fase é boa, tudo dá certo. Sebastian Vettel é a mais nova prova viva disso.
Não fossem as entradas do safety-car, exatamente nos dois momentos em que aconteceram, a vitória teria sido folgada para Jenson Button. Devido, e muito, à falha da Red Bull na primeira parada do alemão, diga-se.
Mas Vettel não teve nada a ver com as pancadas de Massa e Petrov. Assim como Alonso, outro que se aproveitou desses períodos de bandeira amarela. Levou a Ferrari ao pódio pela segunda corrida seguida graças ao próprio talento, que transborda o mediano carro de 2011 da equipe italiana.
São, aliás, os rompantes de talento que Vettel e Alonso apresentam que os diferenciam dos companheiros de equipe. Tirando o GP da China, em que Webber fez, de fato, uma prova espetacular, quando foi a última vez que vimos o australiano e Massa realizarem uma grande exibição?
Outro que faz parte do grupo dos talentos acima da média, Hamilton, também foi protagonista em Monte Carlo. Ou melhor, antagonista. Batendo em Massa, Maldonado e em quem mais viesse pela frente, tomou punições e saiu bufando. Chegou a ironizar, dizendo que estaria sendo perseguido porque é negro. Algo que não parece muito razoável nos dias de hoje.
Agora vem o Canadá, uma pista simpática, uma cidade agradável. Muitos pilotos dizem que este é o GP favorito deles. E, com a asa-móvel e os pneus de algodão, deve ser, mesmo, dos mais interessantes.
Não fossem as entradas do safety-car, exatamente nos dois momentos em que aconteceram, a vitória teria sido folgada para Jenson Button. Devido, e muito, à falha da Red Bull na primeira parada do alemão, diga-se.
Mas Vettel não teve nada a ver com as pancadas de Massa e Petrov. Assim como Alonso, outro que se aproveitou desses períodos de bandeira amarela. Levou a Ferrari ao pódio pela segunda corrida seguida graças ao próprio talento, que transborda o mediano carro de 2011 da equipe italiana.
São, aliás, os rompantes de talento que Vettel e Alonso apresentam que os diferenciam dos companheiros de equipe. Tirando o GP da China, em que Webber fez, de fato, uma prova espetacular, quando foi a última vez que vimos o australiano e Massa realizarem uma grande exibição?
Outro que faz parte do grupo dos talentos acima da média, Hamilton, também foi protagonista em Monte Carlo. Ou melhor, antagonista. Batendo em Massa, Maldonado e em quem mais viesse pela frente, tomou punições e saiu bufando. Chegou a ironizar, dizendo que estaria sendo perseguido porque é negro. Algo que não parece muito razoável nos dias de hoje.
Agora vem o Canadá, uma pista simpática, uma cidade agradável. Muitos pilotos dizem que este é o GP favorito deles. E, com a asa-móvel e os pneus de algodão, deve ser, mesmo, dos mais interessantes.
domingo, 29 de maio de 2011
GP DE MONACO - Dia 2
Rapidinho:
- Muito feio o acidente de Sérgio Perez. Felizmente, nada de tão grave. Mas mostrou que, mesmo com a evolução fantástica da segurança dos carros da F-1, ainda há choques que podem causar muita preocupação.
- Impossível não lembrar do acidente de Wendlinger, no mesmo ponto, em 1994. O austríaco, lembremos, ficou semanas em coma e correu risco de vida. (veja aqui a batida de Wendlinger)
- Assim, ficou menos reluzente a pole de Vettel, mais uma, sempre ele. Apesar de o maior rival do alemão neste treino, Hamilton, não ter tido a oportunidade de marcar uma série de voltas boas, o que facilitou a vida do atual campeão.
- A Ferrari parece ter dado uma micro-melhorada, ainda insuficiente para fustigar Red Bull e McLaren. E Schumacher, vejam vocês, ainda conseguiu se meter entre Alonso e Massa.
- Maldonado sempre andou bem em Mônaco pela GP2 e manteve a tradição ao levar a Williams-carroça para o Q3. Sairá em oitavo, na frente de Barrichello pela terceira vez no ano.
- Não acho que a prova vai ser das mais animadoras e espero estar equivocado.
- Muito feio o acidente de Sérgio Perez. Felizmente, nada de tão grave. Mas mostrou que, mesmo com a evolução fantástica da segurança dos carros da F-1, ainda há choques que podem causar muita preocupação.
- Impossível não lembrar do acidente de Wendlinger, no mesmo ponto, em 1994. O austríaco, lembremos, ficou semanas em coma e correu risco de vida. (veja aqui a batida de Wendlinger)
- Assim, ficou menos reluzente a pole de Vettel, mais uma, sempre ele. Apesar de o maior rival do alemão neste treino, Hamilton, não ter tido a oportunidade de marcar uma série de voltas boas, o que facilitou a vida do atual campeão.
- A Ferrari parece ter dado uma micro-melhorada, ainda insuficiente para fustigar Red Bull e McLaren. E Schumacher, vejam vocês, ainda conseguiu se meter entre Alonso e Massa.
- Maldonado sempre andou bem em Mônaco pela GP2 e manteve a tradição ao levar a Williams-carroça para o Q3. Sairá em oitavo, na frente de Barrichello pela terceira vez no ano.
- Não acho que a prova vai ser das mais animadoras e espero estar equivocado.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
GP DE MÔNACO - Dia 1
Confesso que não assisti como gostaria a sempre peculiar quinta-feira da F-1 em Monte Carlo. Em tempos de Roland Garros, a prioridade vai para o torneio de tênis parisiense.
Mas assisti o bastante para perceber que nada parece muito diferente nas ruas monegascas do que aquilo visto nos primeiros finais de semana do campeonato.
Ah, mas o Alonso liderou, Hamilton também ficou à frente da Red Bull, alguém dirá. Sim, mas, pergunto eu: e daí?
As duas primeiras sessões de treinos livres servem de parâmetro muito raso, ou menos que isso. Só é bom mesmo pra palpitar.
Por sinal, acho que a pole ficará com Hamilton. Projeto vitória do espanhol, com Vettel e Button logo atrás.
Mas assisti o bastante para perceber que nada parece muito diferente nas ruas monegascas do que aquilo visto nos primeiros finais de semana do campeonato.
Ah, mas o Alonso liderou, Hamilton também ficou à frente da Red Bull, alguém dirá. Sim, mas, pergunto eu: e daí?
As duas primeiras sessões de treinos livres servem de parâmetro muito raso, ou menos que isso. Só é bom mesmo pra palpitar.
Por sinal, acho que a pole ficará com Hamilton. Projeto vitória do espanhol, com Vettel e Button logo atrás.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
ROLAND GARROS - Hora do bicho afiar as garras
Adoro um clichê de vez em quando, então, aqui vai um: o bicho vai pegar na terceira rodada de Roland Garros. Depois de duas fases mornas, há pelos quatro jogos que prometem emoção e qualidade, entre sexta e sábado. Antes, falemos da segunda rodada.
- Por incrível que pareça, Pablo Andujar teve a oportunidade de fechar um set contra Nadal por 6-1. Três, diga-se, e, depois, mais cinco, em outros momentos da parcial. Acabou tremendo e perdendo um tie-break. Mas é flagrante: Nadal está muito abaixo do que pode. Tecnicamente, sobretudo. Deu a sorte de ter Antonio Veic na próxima fase, ao invés de Davydenko, um dos poucos que tem retrospecto favorável (6-4) nos confrontos contra o espanhol. Com essa bolinha, não chega nem à semifinal.
- Djokovic não foi tão espetacular contra Hanescu. Mas nem precisou, é verdade. Depois de abrir 2-0, sacava em 2-3 no terceiro set quando o romeno abandonou o duelo, alegando lesão muscular numa das coxas. O sérvio, agora, vai ter que jogar e suar bem mais, já que fará o jogo mais aguardado do torneio até aqui, contra del Potro. Um prato cheio para uma sexta-feira gordinha.
- Não dá pra levar em conta o desempenho de Federer nesta rodada, afinal, passar fácil pelo jovem local Maxime Teixeira era obrigação. Mas, como disse no post anterior, sinto que o suíço pode dar muito trabalho nesta edição de Roland Garros. O confronto contra Tipsarevic parece ser um bom termômetro para ver o que poderemos esperar de "Fedexpress" para o resto do campeonato.
- Como viaja, esse Murray. No primeiro e no terceiro sets, correu riscos reais de perder a parcial para Bolelli, que, apesar de ser um bom saibrista, não deveria por medo no escocês. Fez valer a melhor qualidade e fechou em 3-0 e, para a sorte dele, tem a chave mais tranquila entre os quatro "cachorrões", como diria Paulo Cleto. Na terceira rodada, encara o alemão Berrer.
- Entre os outros cabeças-de-chave, duas eliminações chamaram minha atenção. Como já disse, a de Davydenko foi uma. O russo vive uma montanha-russa de resultados e de qualidade de jogo em 2011, mas ninguém esperava que pudesse perder para Veic, que não tem nenhum resultado de expressão. A outra surpresa foi a queda de Florian Mayer para Alejandro Falla.
- Thomaz Bellucci foi soberano diante de Andreas Seppi. Letal, matador, sem dar respiro ao italiano. Isso é um excelente sinal: ganhar com facilidade dos adversários que são tecnicamente inferiores a ele, coisa que não vinha acontecendo até Madri (ok, houve uma recaída em Roma, mas farei vistas grossas). Se jogar com a mesma intensidade e, sobretudo, mantiver o excelente nível do saque, pode ir mais longe do que se pensa em Paris.
- Meus palpites para os confrontos mais interessantes:
Djokovic 2 x 3 del Potro
Gasquet 0 x 3 Bellucci
Wawrinka 1 x 3 Tsonga
Ferrer 3 x 0 Stakhovsky
e
Nadal 3 x 0 Veic
Federer 3 x 0 Tipsarevic
Murray 3 x 1 Berrer
- Por incrível que pareça, Pablo Andujar teve a oportunidade de fechar um set contra Nadal por 6-1. Três, diga-se, e, depois, mais cinco, em outros momentos da parcial. Acabou tremendo e perdendo um tie-break. Mas é flagrante: Nadal está muito abaixo do que pode. Tecnicamente, sobretudo. Deu a sorte de ter Antonio Veic na próxima fase, ao invés de Davydenko, um dos poucos que tem retrospecto favorável (6-4) nos confrontos contra o espanhol. Com essa bolinha, não chega nem à semifinal.
- Djokovic não foi tão espetacular contra Hanescu. Mas nem precisou, é verdade. Depois de abrir 2-0, sacava em 2-3 no terceiro set quando o romeno abandonou o duelo, alegando lesão muscular numa das coxas. O sérvio, agora, vai ter que jogar e suar bem mais, já que fará o jogo mais aguardado do torneio até aqui, contra del Potro. Um prato cheio para uma sexta-feira gordinha.
- Não dá pra levar em conta o desempenho de Federer nesta rodada, afinal, passar fácil pelo jovem local Maxime Teixeira era obrigação. Mas, como disse no post anterior, sinto que o suíço pode dar muito trabalho nesta edição de Roland Garros. O confronto contra Tipsarevic parece ser um bom termômetro para ver o que poderemos esperar de "Fedexpress" para o resto do campeonato.
- Como viaja, esse Murray. No primeiro e no terceiro sets, correu riscos reais de perder a parcial para Bolelli, que, apesar de ser um bom saibrista, não deveria por medo no escocês. Fez valer a melhor qualidade e fechou em 3-0 e, para a sorte dele, tem a chave mais tranquila entre os quatro "cachorrões", como diria Paulo Cleto. Na terceira rodada, encara o alemão Berrer.
- Entre os outros cabeças-de-chave, duas eliminações chamaram minha atenção. Como já disse, a de Davydenko foi uma. O russo vive uma montanha-russa de resultados e de qualidade de jogo em 2011, mas ninguém esperava que pudesse perder para Veic, que não tem nenhum resultado de expressão. A outra surpresa foi a queda de Florian Mayer para Alejandro Falla.
- Thomaz Bellucci foi soberano diante de Andreas Seppi. Letal, matador, sem dar respiro ao italiano. Isso é um excelente sinal: ganhar com facilidade dos adversários que são tecnicamente inferiores a ele, coisa que não vinha acontecendo até Madri (ok, houve uma recaída em Roma, mas farei vistas grossas). Se jogar com a mesma intensidade e, sobretudo, mantiver o excelente nível do saque, pode ir mais longe do que se pensa em Paris.
- Meus palpites para os confrontos mais interessantes:
Djokovic 2 x 3 del Potro
Gasquet 0 x 3 Bellucci
Wawrinka 1 x 3 Tsonga
Ferrer 3 x 0 Stakhovsky
e
Nadal 3 x 0 Veic
Federer 3 x 0 Tipsarevic
Murray 3 x 1 Berrer
terça-feira, 24 de maio de 2011
ROLAND GARROS - 1ª rodada
Sempre com dinamismo, vamos às impressões sobre a primeira rodada de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada.
- Algo está acontecendo com Rafael Nadal. O jogo de Isner, em teoria, casaria muito bem com o do "touro", tendo em vista que o estadounidense é lento e não tem grandes virtudes jogando no fundo de quadra. Lembremos: Ricardo Mello fez 2-0 em Isner no ATP 250 de Belgrado, há poucas semanas. Mesmo assim, o grandão chegou a ter 2-1 na partida e só perdeu o pique a partir do quarto set.
- A mim parece que Nadal está sentindo o arfar de Djokovic no cangote. Decorre disso uma pressão grande e, nesse momento, não vejo muitas chances do espanhol sair de Paris com o número 1 do ranking. Apesar disso, o compatriota Andujar não deverá provocar dores de cabeça na próxima fase.
- Nole, por outro lado, passeou, como se esperava, no jogo contra de Bakker. Sem sustos. Na segunda rodada, o romeno Victor Hanescu, que está longe de ser um mau jogador, especialmente no saibro. Mas, na fase em que Djokovic está, é difícil imaginar algum sufoco.
- Há muito tempo não via Federer jogar tão bem quanto o fez na vitória diante de Feliciano López. Cometeu poucos erros não-forçados, justamente o calcanhar de aquiles do suíço nos últimos meses. É só tomar como exemplo o duelo contra o próprio Lopez na estreia dele (segunda rodada do torneio) em Madri, quando precisou de três tie-breaks e salvou alguns match-points. Terá pela frente o local e totalmente desconhecido Maxime Teixeira. Fácil, não?
- Entre os outros top-10s, o vexame ficou com Tomas Berdych, derrotado por Stephane Robert, qualifier. Murray, Ferrer e Melzer pouco suaram. Soderling, Monfils e Fish perderam um set para tenistas nem tão gabaritados.
- Outras supresas, algumas maiores, outras menores, foram as seguintes eliminações: Almagro (para Kubot), Llodra (para Darcis) e Raonic (para Berrer). Também não esperava a derrota de Kohlschreiber para Querrey, que, apesar de ser cabeça-de-chave, vinha em fase muito ruim.
- Thomaz Bellucci conseguiu boa vitória, superando a pancadaria de Golubev. Perdeu um tie-break, mas, felizmente, não perdeu a calma, e venceu o do set seguinte, o que mostra certo amadurecimento do brasileiro. Agora terá Andreas Seppi pela frente, italiano meio casca-grossa, que bateu Bellucci em Hamburgo, no ano passado. Jogo por jogo, Thomaz tem mais. Que essa qualidade prevaleça amanhã.
- Algo está acontecendo com Rafael Nadal. O jogo de Isner, em teoria, casaria muito bem com o do "touro", tendo em vista que o estadounidense é lento e não tem grandes virtudes jogando no fundo de quadra. Lembremos: Ricardo Mello fez 2-0 em Isner no ATP 250 de Belgrado, há poucas semanas. Mesmo assim, o grandão chegou a ter 2-1 na partida e só perdeu o pique a partir do quarto set.
- A mim parece que Nadal está sentindo o arfar de Djokovic no cangote. Decorre disso uma pressão grande e, nesse momento, não vejo muitas chances do espanhol sair de Paris com o número 1 do ranking. Apesar disso, o compatriota Andujar não deverá provocar dores de cabeça na próxima fase.
- Nole, por outro lado, passeou, como se esperava, no jogo contra de Bakker. Sem sustos. Na segunda rodada, o romeno Victor Hanescu, que está longe de ser um mau jogador, especialmente no saibro. Mas, na fase em que Djokovic está, é difícil imaginar algum sufoco.
- Há muito tempo não via Federer jogar tão bem quanto o fez na vitória diante de Feliciano López. Cometeu poucos erros não-forçados, justamente o calcanhar de aquiles do suíço nos últimos meses. É só tomar como exemplo o duelo contra o próprio Lopez na estreia dele (segunda rodada do torneio) em Madri, quando precisou de três tie-breaks e salvou alguns match-points. Terá pela frente o local e totalmente desconhecido Maxime Teixeira. Fácil, não?
- Entre os outros top-10s, o vexame ficou com Tomas Berdych, derrotado por Stephane Robert, qualifier. Murray, Ferrer e Melzer pouco suaram. Soderling, Monfils e Fish perderam um set para tenistas nem tão gabaritados.
- Outras supresas, algumas maiores, outras menores, foram as seguintes eliminações: Almagro (para Kubot), Llodra (para Darcis) e Raonic (para Berrer). Também não esperava a derrota de Kohlschreiber para Querrey, que, apesar de ser cabeça-de-chave, vinha em fase muito ruim.
- Thomaz Bellucci conseguiu boa vitória, superando a pancadaria de Golubev. Perdeu um tie-break, mas, felizmente, não perdeu a calma, e venceu o do set seguinte, o que mostra certo amadurecimento do brasileiro. Agora terá Andreas Seppi pela frente, italiano meio casca-grossa, que bateu Bellucci em Hamburgo, no ano passado. Jogo por jogo, Thomaz tem mais. Que essa qualidade prevaleça amanhã.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
GP DA ESPANHA - Carreras son carreras
Vettel ganhou mais uma? Ganhou. Mas fica claro que há ocasiões em que a superioridade do carro da Red Bull não é tão grande quanto parece.
Não é a primeira vez que Hamilton dá um calor no Tião. Certo, a vitória na China teve o ingrediente "estratégia", mas, mesmo assim, as McLarens são muitos melhores nas provas do que nas classificações.
Carreras son carreras, já dizia Juan Manuel Fangio.
Posto isso, não vamos negar que o desempenho de Vettel em 2011 é digno dos áureos tempos de Schumacher. Ele ganha dando show, no sufoco, com pneu duro, com pneu mole, ou seja, do jeito que quiser.
O "amigo" Webber deve se morder diariamente, para se punir pelo baile que está levando do alemãozinho. Mesmo quando faz a pole, não consegue segurá-lo.
Assim, a McLaren vai se mantendo acesa na luta pela ponta do campeonato de Construtores. Também pelos méritos de Hamilton-Button, claro.
Schumacher, como em 2010, chegou à frente de Rosberg, mas não me parece ser indício de uma grande recuperação.
Os brasileiros tiveram desempenho bem abaixo da média. Massa abandonou sem ter andado próximo a Alonso em nenhum momento e Barrichello... deve ser ruim andar numa carroça.
Falando em Alonso: tudo bem, ele tomou uma volta do vencedor, não conseguiu o pódio que tanto queria... mas a largada espetacular e as voltas lideradas certamente encantaram os fervorosos torcedores espanhóis que compareceram ao circuito catalão.
Pergunto-me: será que nosso representante ferrarista fará o mesmo em Interlagos?
Respondo-me: ....
Não é a primeira vez que Hamilton dá um calor no Tião. Certo, a vitória na China teve o ingrediente "estratégia", mas, mesmo assim, as McLarens são muitos melhores nas provas do que nas classificações.
Carreras son carreras, já dizia Juan Manuel Fangio.
Posto isso, não vamos negar que o desempenho de Vettel em 2011 é digno dos áureos tempos de Schumacher. Ele ganha dando show, no sufoco, com pneu duro, com pneu mole, ou seja, do jeito que quiser.
O "amigo" Webber deve se morder diariamente, para se punir pelo baile que está levando do alemãozinho. Mesmo quando faz a pole, não consegue segurá-lo.
Assim, a McLaren vai se mantendo acesa na luta pela ponta do campeonato de Construtores. Também pelos méritos de Hamilton-Button, claro.
Schumacher, como em 2010, chegou à frente de Rosberg, mas não me parece ser indício de uma grande recuperação.
Os brasileiros tiveram desempenho bem abaixo da média. Massa abandonou sem ter andado próximo a Alonso em nenhum momento e Barrichello... deve ser ruim andar numa carroça.
Falando em Alonso: tudo bem, ele tomou uma volta do vencedor, não conseguiu o pódio que tanto queria... mas a largada espetacular e as voltas lideradas certamente encantaram os fervorosos torcedores espanhóis que compareceram ao circuito catalão.
Pergunto-me: será que nosso representante ferrarista fará o mesmo em Interlagos?
Respondo-me: ....
sexta-feira, 20 de maio de 2011
GP DA ESPANHA - Dia 1
Ora, ora, não é que Webber superou Vettel na sexta-feira?
Já era hora do australiano dar algum sinal de vida. Friamente falando, em teoria, ele é o único capaz de complicar a caminhada do alemão rumo ao bi. Ou, pelo menos, deveria ser.
Tirando a ótima performance no GP da China - e, mesmo assim, com a ressalva de ter feito péssima classificação, Webber foi figura nula até aqui. Leva uma surra das grandes de Vettel, e a prova de Barcelona, que o canguru venceu em 2010, parece ser a melhor oportunidade para que ele volte a aparecer.
Hamilton, o segundo, a menos de 0,04s da ponta, faz o que pode e um pouco além disso com esse carro da McLaren. Já beliscou uma vitória em Xangai e estará mais uma vez na espreita, aguardando alguma trapalhada da dupla rubrotaurina.
A dupla da Mercedes se situou entre Alonso e Massa. O espanhol, aliás, sempre vai bem em casa, de modo que podemos esperar mais chororô daqueles defensores eternos de Felipe.
Barrichello à frente de Maldonado, ok. Na metade de trás da tabela, fazer o quê? Falando nisso, curioso foi ver a Lotus de Kovalainen à frente da Force India de Sutil. Já disse aqui: sou simpático ao time de Tony Fernandes e espero (e acredito) que possam, uma vez ou outra, superar a FI no grid até o fim da temporada.
Virgin e Hispania, por outro lado, estão com a corda no pescoço. D'Ambrosio e Glock ficaram poucos décimos à frente, e Liuzzi e Karthikeyan bem atrás da linha de corte de 107%. Perigam não alinhar no domingo.
A aposta? Pole de Webber, que vence, seguido por Vettel e Alonso.
Já era hora do australiano dar algum sinal de vida. Friamente falando, em teoria, ele é o único capaz de complicar a caminhada do alemão rumo ao bi. Ou, pelo menos, deveria ser.
Tirando a ótima performance no GP da China - e, mesmo assim, com a ressalva de ter feito péssima classificação, Webber foi figura nula até aqui. Leva uma surra das grandes de Vettel, e a prova de Barcelona, que o canguru venceu em 2010, parece ser a melhor oportunidade para que ele volte a aparecer.
Hamilton, o segundo, a menos de 0,04s da ponta, faz o que pode e um pouco além disso com esse carro da McLaren. Já beliscou uma vitória em Xangai e estará mais uma vez na espreita, aguardando alguma trapalhada da dupla rubrotaurina.
A dupla da Mercedes se situou entre Alonso e Massa. O espanhol, aliás, sempre vai bem em casa, de modo que podemos esperar mais chororô daqueles defensores eternos de Felipe.
Barrichello à frente de Maldonado, ok. Na metade de trás da tabela, fazer o quê? Falando nisso, curioso foi ver a Lotus de Kovalainen à frente da Force India de Sutil. Já disse aqui: sou simpático ao time de Tony Fernandes e espero (e acredito) que possam, uma vez ou outra, superar a FI no grid até o fim da temporada.
Virgin e Hispania, por outro lado, estão com a corda no pescoço. D'Ambrosio e Glock ficaram poucos décimos à frente, e Liuzzi e Karthikeyan bem atrás da linha de corte de 107%. Perigam não alinhar no domingo.
A aposta? Pole de Webber, que vence, seguido por Vettel e Alonso.
ROLAND GARROS - chaves equilibradas
Federer vai ter trabalho logo na estreia (Feliciano Lopez), Djokovic pode ter jogo duríssimo na terceira rodada (del Potro), Nadal terá a possibilidade de reviver as oitavas-de-final de 2009 (Soderling) nas quartas. Cada um de um modo, mas os líderes do ranking não terão vida fácil em Roland Garros. (veja a chave completa aqui)
Quem parece ter se dado melhor nessa história é Andy Murray, que pode pegar Nadal na semi, mas tem chave relativamente tranquila até lá (ou será que Melzer ou Almagro poderão assustá-lo nas quartas?).
Aliás, vi algum site desses dizendo que nadal teria vida tranquila nesse torneio. Discordo e muito. Apesar de estar em fase duvidosa, Davydenko sempre atrapalhou o jogo do espanhol e pode dificultar as coisas na terceira rodada. Com Soderling nas quartas e Murray na semi, convenhamos, Nadal terá tudo, menos vida fácil.
Nole, talvez, tenha menos turbulências para chegar à final - seria sua primeira em RG. Passando por del Potro nem Gasquet ou Bellucci nas oitavas, nem Berdych nas quartas parecem assustar o sérvio. Numa eventual semi, teria um nem-tão-bicho-papão Federer.
O suíço, aliás, terá parada duríssima se quiser chegar entre os quatro melhores deste ano, já que se avizinha um confronto contra o sempre perigoso David Ferrer. Antigamente, poderia-se prever vitória tranquila de Federer, mas, na atual fase, nunca se sabe.
Brasileiros
Thomaz Bellucci não deverá ter trabalho na primeira rodada. O rival, o cazaque Golubev, não ganha uma partida desde Indian Wells. Desde então, perdeu para jogadores bem menos cotados, como Pere Riba. Na segunda fase, também será favorito, seja contra Seppi, seja contra Gabashvili.
O caldo ficará mais grosso na terceira rodada, quando poderá ter o ascendente Gasquet pela frente. A fase do francês (que derrotou, por exemplo, Federer, em Roma) e a torcida serão fator contrário às expectativas do brasileiro. Mas, quanto ao estilo de jogo, Bellucci tem armas para derrubar o forte backhand do futuro e presumido rival.
Já Ricardo Mello terá um cabeça-de-chave logo na estreia. Mas, dentre as possibilidades, até deu sorte, já que o oponente será Mardy Fish, nenhum grande especialista em saibro. Pode, se estiver num bom dia, passar. Dificilmente avançaria mais, já que provavelmente teria um integrante da "Armada Espanhola" (Gimeno-Traver) pelo caminho.
Quem parece ter se dado melhor nessa história é Andy Murray, que pode pegar Nadal na semi, mas tem chave relativamente tranquila até lá (ou será que Melzer ou Almagro poderão assustá-lo nas quartas?).
Aliás, vi algum site desses dizendo que nadal teria vida tranquila nesse torneio. Discordo e muito. Apesar de estar em fase duvidosa, Davydenko sempre atrapalhou o jogo do espanhol e pode dificultar as coisas na terceira rodada. Com Soderling nas quartas e Murray na semi, convenhamos, Nadal terá tudo, menos vida fácil.
Nole, talvez, tenha menos turbulências para chegar à final - seria sua primeira em RG. Passando por del Potro nem Gasquet ou Bellucci nas oitavas, nem Berdych nas quartas parecem assustar o sérvio. Numa eventual semi, teria um nem-tão-bicho-papão Federer.
O suíço, aliás, terá parada duríssima se quiser chegar entre os quatro melhores deste ano, já que se avizinha um confronto contra o sempre perigoso David Ferrer. Antigamente, poderia-se prever vitória tranquila de Federer, mas, na atual fase, nunca se sabe.
Brasileiros
Thomaz Bellucci não deverá ter trabalho na primeira rodada. O rival, o cazaque Golubev, não ganha uma partida desde Indian Wells. Desde então, perdeu para jogadores bem menos cotados, como Pere Riba. Na segunda fase, também será favorito, seja contra Seppi, seja contra Gabashvili.
O caldo ficará mais grosso na terceira rodada, quando poderá ter o ascendente Gasquet pela frente. A fase do francês (que derrotou, por exemplo, Federer, em Roma) e a torcida serão fator contrário às expectativas do brasileiro. Mas, quanto ao estilo de jogo, Bellucci tem armas para derrubar o forte backhand do futuro e presumido rival.
Já Ricardo Mello terá um cabeça-de-chave logo na estreia. Mas, dentre as possibilidades, até deu sorte, já que o oponente será Mardy Fish, nenhum grande especialista em saibro. Pode, se estiver num bom dia, passar. Dificilmente avançaria mais, já que provavelmente teria um integrante da "Armada Espanhola" (Gimeno-Traver) pelo caminho.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
CAMPEONATO BRASILEIRO - Agora é pra valer (2)
Cruzeiro: foi o time sensação do país até a eliminação vergonhosa na Libertadores, em casa, perdendo para o Once Caldas. Apesar disso, tem uma base forte - Fábio e Henrique, por exemplo, estão na Seleção -, capaz de manter o clube na briga pela taça, assim como no ano passado.Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América.
Figueirense: não parece tão promissor quanto o rival, Avaí, ainda que tenha feito excelente campanha na série B em 2010, terminando com o vice-campeonato. Não conseguiu chegar à final Estadual e foi mal na Copa do Brasil. O elenco não é dos mais fortes - dois destaques são Joílson e Lenny.
Projeção: lutar contra o rebaixamento
Flamengo: ia tudo bem no "bonde do Mengão sem freio", graças, sobretudo, ao título do Estadual, que veio por antecipação. A eliminação nas quartas da Copa do Brasil pelo Ceará, porém, pôs uma interrogação no elenco, cuja maior estrela é Ronaldinho Gaúcho, e em Vanderlei Luxemburgo.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América
Fluminense: não vai ser nada fácil defender o título de 2010. Apesar da base do time campeão ter sido mantida, o comandante, Muricy Ramalho, saiu, e o clube decepcionou na Libertadores. Talvez a chegada de Abel Braga ajude a trazer o pique de volta às Laranjeiras.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América
Grêmio: perdeu muita força com a saída de Jonas e teve um primeiro semestre pra esquecer. O elenco tem bons valores, como Victor e Douglas, mas ainda mais carências, especialmente na defesa. Se não se reforçar, dificilmente repetirá o quarto lugar do ano passado.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana
Internacional: em que pese a eliminação para o Peñarol nas oitavas da Libertadores, o clube se recuperou ao derrotar o rival Grêmio na final do Gauchão. Falcão como treinador é uma aposta, mas a qualidade acima da média do elenco pode ajudar a concretizar outra boa campanha.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América
Palmeiras: Felipão deu padrçao tático ao time e isso é visível. O problema é que as peças não têm nada de especial. Ídolos da torcida, Valdívia e Kléber ainda têm bastante a provar pelo alviverde. Marcos, o maior goleiro da história do clube, deve pendurar as luvas ao fim do Brasileiro.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América
Santos: terá que dividir atenções, nas primeiras rodadas, com a Libertadores, onde já chegou à semifinal. Conta com o melhor treinador do país, Muricy Ramalho, e os dois melhores jogadores em atividade, Ganso e Neymar. Assim, convenhamos, é fácil prever muito sucesso.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América
São Paulo: o maior vencedor de Campeonatos Brasileiros entrará pressionado nesta edição. Sem títulos desde 2008 e com um primeiro semestre fraco, o clube tem um elenco superestimado em algumas posições. Os garotos, como Lucas e Casemiro, são as melhores apostas.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América
Vasco: precisa voltar a ser grande. Trouxe jogadores de certo renome, como Alecsandro e Diego Souza, e deu uma chance para Ricardo Gomes. Ainda tem chances na Copa do Brasil, e essa parece ser a melhor (talvez única) oportunidade para voltar à Libertadores.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana
Figueirense: não parece tão promissor quanto o rival, Avaí, ainda que tenha feito excelente campanha na série B em 2010, terminando com o vice-campeonato. Não conseguiu chegar à final Estadual e foi mal na Copa do Brasil. O elenco não é dos mais fortes - dois destaques são Joílson e Lenny.
Projeção: lutar contra o rebaixamento
Flamengo: ia tudo bem no "bonde do Mengão sem freio", graças, sobretudo, ao título do Estadual, que veio por antecipação. A eliminação nas quartas da Copa do Brasil pelo Ceará, porém, pôs uma interrogação no elenco, cuja maior estrela é Ronaldinho Gaúcho, e em Vanderlei Luxemburgo.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América
Fluminense: não vai ser nada fácil defender o título de 2010. Apesar da base do time campeão ter sido mantida, o comandante, Muricy Ramalho, saiu, e o clube decepcionou na Libertadores. Talvez a chegada de Abel Braga ajude a trazer o pique de volta às Laranjeiras.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América
Grêmio: perdeu muita força com a saída de Jonas e teve um primeiro semestre pra esquecer. O elenco tem bons valores, como Victor e Douglas, mas ainda mais carências, especialmente na defesa. Se não se reforçar, dificilmente repetirá o quarto lugar do ano passado.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana
Internacional: em que pese a eliminação para o Peñarol nas oitavas da Libertadores, o clube se recuperou ao derrotar o rival Grêmio na final do Gauchão. Falcão como treinador é uma aposta, mas a qualidade acima da média do elenco pode ajudar a concretizar outra boa campanha.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América
Palmeiras: Felipão deu padrçao tático ao time e isso é visível. O problema é que as peças não têm nada de especial. Ídolos da torcida, Valdívia e Kléber ainda têm bastante a provar pelo alviverde. Marcos, o maior goleiro da história do clube, deve pendurar as luvas ao fim do Brasileiro.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América
Santos: terá que dividir atenções, nas primeiras rodadas, com a Libertadores, onde já chegou à semifinal. Conta com o melhor treinador do país, Muricy Ramalho, e os dois melhores jogadores em atividade, Ganso e Neymar. Assim, convenhamos, é fácil prever muito sucesso.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América
São Paulo: o maior vencedor de Campeonatos Brasileiros entrará pressionado nesta edição. Sem títulos desde 2008 e com um primeiro semestre fraco, o clube tem um elenco superestimado em algumas posições. Os garotos, como Lucas e Casemiro, são as melhores apostas.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América
Vasco: precisa voltar a ser grande. Trouxe jogadores de certo renome, como Alecsandro e Diego Souza, e deu uma chance para Ricardo Gomes. Ainda tem chances na Copa do Brasil, e essa parece ser a melhor (talvez única) oportunidade para voltar à Libertadores.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana
quarta-feira, 18 de maio de 2011
CAMPEONATO BRASILEIRO - Agora é pra valer (1)
Vai começar a mais importante competição do futebol brasileiro. Completando 40 anos de existência, o Campeonato Brasileiro irá começar, em 2011, sem ter um favorito destacado. Ao contrário dos anos anteriores, as equipes paulistas e cariocas estão em baixa (com exceção do Santos), permitindo aos clubes de outras regiões sonhar mais alto.
Em dois posts, vou comentar rapidamente um resumo de cada clube e as ambições para o Brasileirão.
América-MG: de volta à elite depois de dez temporadas perambulando entre as séries B e C, a terceira força mineira aposta nos veteranos, em especial Irênio e Fábio Júnior. Fez campanha digna no Estadual, caindo para o Atlético na semifinal.
Projeção: lutar contra o rebaixamento
Atlético-GO: surpreendeu em 2010 e, no confronto direto da última rodada, jogou o tradicional Vitória para a série B, permanecendo no primeiro time. Vem se firmando como maior força atual do futebol goiano, mesmo sem ter nomes de destaque no elenco.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana
Atlético-MG: o primeiro campeão do Brasileirão busca ardorosamente voltar aos títulos e às glórias. Se mantiver Dorival Júnior no comando, terá dado um bom passo para fazer bom papel. O elenco, no entanto, deixa a desejar. A aposta é na base.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana
Atlético-PR: coadjuvante no Estadual, o Furacão está à caça de reforços para melhorar o elenco, que ainda tem Paulo Baier como maior expoente. Adílson Batista precisa voltar a mostrar serviço, já que as passagens por Corinthians e Santos foram ruins.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana
Avaí: pela terceira temporada seguida na série A, está de novo sob comando de Silas, sensação de 2009, e tem alguns jogadores interessantes, como o goleiro Renan e o atacante Marquinhos Gabriel. Pode ser uma das surpresas do ano.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América
Bahia: desceu Vitória, subiu Bahia. O tricolor frequentou a Série C, mas, depois de oito anos, reconquistou lugar na elite. O problema é que o time não é nada confiável, tendo como um dos destaques o contestado centroavante Souza.
Projeção: lutar contra o rebaixamento
Botafogo: segue a toada que rege o clube desde que voltou da B, ou seja, pés no chão, antes de qualquer coisa. O lado ruim da rigidez na gestão é a escassez de grandes jogadores. Loco Abreu é a referência, cercado pelos bons Jefferson e Herrera.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana
Ceará: o Vozão dá sinais de ser o clube mais bem estruturado do Nordeste. Com a torcida sempre entusiasmada, mas, dessa vez, sem o Castelão, terá um pouco mais de dificuldade do que em 2010 para manter o nível digno, mas deve se manter.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana
Coritiba: a sensação do primeiro semestre até aqui tem condições de fazer um excelente nacional, desde que não se desfaça das peças importantes, como Emerson, Léo Gago e, pasmem, Bill, além do treinador Marcelo Oliveira.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América
Corinthians: mais um naufrágio na Libertadores e um vice-campeonato no Paulista. O time já é sombra do que lutou pelo troféu em 2010 e dependerá da antecipação da janela de transferências para que os reforços mais capacitados, como Alex, coloquem o clube mais uma vez na briga.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América
Continua amanhã.
Em dois posts, vou comentar rapidamente um resumo de cada clube e as ambições para o Brasileirão.
América-MG: de volta à elite depois de dez temporadas perambulando entre as séries B e C, a terceira força mineira aposta nos veteranos, em especial Irênio e Fábio Júnior. Fez campanha digna no Estadual, caindo para o Atlético na semifinal.
Projeção: lutar contra o rebaixamento
Atlético-GO: surpreendeu em 2010 e, no confronto direto da última rodada, jogou o tradicional Vitória para a série B, permanecendo no primeiro time. Vem se firmando como maior força atual do futebol goiano, mesmo sem ter nomes de destaque no elenco.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana
Atlético-MG: o primeiro campeão do Brasileirão busca ardorosamente voltar aos títulos e às glórias. Se mantiver Dorival Júnior no comando, terá dado um bom passo para fazer bom papel. O elenco, no entanto, deixa a desejar. A aposta é na base.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana
Atlético-PR: coadjuvante no Estadual, o Furacão está à caça de reforços para melhorar o elenco, que ainda tem Paulo Baier como maior expoente. Adílson Batista precisa voltar a mostrar serviço, já que as passagens por Corinthians e Santos foram ruins.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana
Avaí: pela terceira temporada seguida na série A, está de novo sob comando de Silas, sensação de 2009, e tem alguns jogadores interessantes, como o goleiro Renan e o atacante Marquinhos Gabriel. Pode ser uma das surpresas do ano.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América
Bahia: desceu Vitória, subiu Bahia. O tricolor frequentou a Série C, mas, depois de oito anos, reconquistou lugar na elite. O problema é que o time não é nada confiável, tendo como um dos destaques o contestado centroavante Souza.
Projeção: lutar contra o rebaixamento
Botafogo: segue a toada que rege o clube desde que voltou da B, ou seja, pés no chão, antes de qualquer coisa. O lado ruim da rigidez na gestão é a escassez de grandes jogadores. Loco Abreu é a referência, cercado pelos bons Jefferson e Herrera.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana
Ceará: o Vozão dá sinais de ser o clube mais bem estruturado do Nordeste. Com a torcida sempre entusiasmada, mas, dessa vez, sem o Castelão, terá um pouco mais de dificuldade do que em 2010 para manter o nível digno, mas deve se manter.
Projeção: vaga na Copa Sul-Americana
Coritiba: a sensação do primeiro semestre até aqui tem condições de fazer um excelente nacional, desde que não se desfaça das peças importantes, como Emerson, Léo Gago e, pasmem, Bill, além do treinador Marcelo Oliveira.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América
Corinthians: mais um naufrágio na Libertadores e um vice-campeonato no Paulista. O time já é sombra do que lutou pelo troféu em 2010 e dependerá da antecipação da janela de transferências para que os reforços mais capacitados, como Alex, coloquem o clube mais uma vez na briga.
Projeção: lutar por uma vaga na Copa Libertadores da América
Continua amanhã.
terça-feira, 17 de maio de 2011
ROLAND GARROS - pílulas dos dias anteriores
- Começou o qualifying do segundo Grand Slam do ano e os brasileiros já estrearam. Desempenho: três vitórias (João Souza, Rogério Silva e Júlio Silva) e três derrotas (Fernando Romboli, Ricardo Hocevar e Thiago Alves - este abandonou antes do fim do primeiro set).
- Dos três que seguem vivos, dois têm tarefas nem tão difíceis. Feijão encara o chileno Jorge Aguilar e Rogerinho pega o belga Steve Darcis. Já Julinho terá pela frente o polonês Lukasz Kubot, osso dos mais duros de roer.
- Juan Martín del Potro participará do torneio. Depois de abandonar em Madri e não jogar em Roma, ele regressa às quadras no saibro parisiense.
- Iniciado o quali, se algum jogador já garantido na chave principal desistir, a vaga vai para um lucky-loser. Desse modo, Marcos Daniel não se despedirá das quadras em Paris - ficou a uma vaga de entrar direto. Uma pena.
- Assim, só Thomaz Bellucci e Ricardo Mello já têm vaga garantida entre os brasileiros. O sorteio acontece no final da semana.
- Dos três que seguem vivos, dois têm tarefas nem tão difíceis. Feijão encara o chileno Jorge Aguilar e Rogerinho pega o belga Steve Darcis. Já Julinho terá pela frente o polonês Lukasz Kubot, osso dos mais duros de roer.
- Juan Martín del Potro participará do torneio. Depois de abandonar em Madri e não jogar em Roma, ele regressa às quadras no saibro parisiense.
- Iniciado o quali, se algum jogador já garantido na chave principal desistir, a vaga vai para um lucky-loser. Desse modo, Marcos Daniel não se despedirá das quadras em Paris - ficou a uma vaga de entrar direto. Uma pena.
- Assim, só Thomaz Bellucci e Ricardo Mello já têm vaga garantida entre os brasileiros. O sorteio acontece no final da semana.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Muricy Ramalho - a prova dos nove
Muricy Ramalho ganhou, pela segunda vez, um Campeonato Paulista. Ontem, com o Santos. Em 2004, com o São Caetano.
No Náutico e no Internacional, também já tinha abocanhado os estaduais.
A passagem pelo São Paulo foi recheada de sucesso, com o tricampeonato do Brasileirão, apesar das eliminações da Libertadores.
Teve um momento ruim, no Palmeiras, onde liderou a competição nacional pela maior parte do tempo, mas não conseguiu nem ficar entre os quatro primeiros.
Migrou para o Rio de Janeiro e fez do Fluminense um clube vitorioso novamente, faturando pela quarta vez em cinco anos o Campeonato Brasileiro. Meses depois, saiu brigado e brigando. Assinou, três semanas após o desligamento dos cariocas, assinou com o Santos.
E, como já foi dito, papou mais um estadual.
O que faz de Muricy um treinador tão vitorioso? Será que é um motivador? Será que é um disciplinador? Será que aproveita as bases montadas por outros técnicos e melhora uma coisa ou outra?
Cada um tem sua opinião, a minha é simples: Muricy Ramalho é, disparado, mas longe, muito longe, o melhor comandante que temos no futebol brasileiro.
Muitos podem dizer que os times dele são retranqueiros. Oras, será demérito armar a equipe tão bem defensivamente a ponto de ficar seis jogos sem tomar gols? Estamos falando da defesa do Santos, que era uma peneira nas épocas de Adílson Batista e Marcelo Martelotte. Edu Dracena e Durval passaram de antas a gênios num piscar de olhos? É evidente que não. Daí se nota o mérito de um trabalho bem feito.
Também não é coincidência o fato de o São Paulo ter sido multicampeão sob a batuta desse "turrão" e, após a saída dele, não ter conquistado mais nada. Os propalados "melhores zagueiros do Brasil", Miranda e Alex Silva, passaram a vacilar de 2009 pra cá, em grau até maior do que o aceitável.
O troféu que falta para a galeria de Muricy pode não demorar muito a sair. O Santos é o único brasileiro vivo na Libertadores e grande favorito a seguir para as semifinais. Projeta-se uma final "daquelas" contra o Vélez. Uma espécie de prova dos nove.
Mas, honestamente: Muricy não tem mais nada a provar, a ninguém.
No Náutico e no Internacional, também já tinha abocanhado os estaduais.
A passagem pelo São Paulo foi recheada de sucesso, com o tricampeonato do Brasileirão, apesar das eliminações da Libertadores.
Teve um momento ruim, no Palmeiras, onde liderou a competição nacional pela maior parte do tempo, mas não conseguiu nem ficar entre os quatro primeiros.
Migrou para o Rio de Janeiro e fez do Fluminense um clube vitorioso novamente, faturando pela quarta vez em cinco anos o Campeonato Brasileiro. Meses depois, saiu brigado e brigando. Assinou, três semanas após o desligamento dos cariocas, assinou com o Santos.
E, como já foi dito, papou mais um estadual.
O que faz de Muricy um treinador tão vitorioso? Será que é um motivador? Será que é um disciplinador? Será que aproveita as bases montadas por outros técnicos e melhora uma coisa ou outra?
Cada um tem sua opinião, a minha é simples: Muricy Ramalho é, disparado, mas longe, muito longe, o melhor comandante que temos no futebol brasileiro.
Muitos podem dizer que os times dele são retranqueiros. Oras, será demérito armar a equipe tão bem defensivamente a ponto de ficar seis jogos sem tomar gols? Estamos falando da defesa do Santos, que era uma peneira nas épocas de Adílson Batista e Marcelo Martelotte. Edu Dracena e Durval passaram de antas a gênios num piscar de olhos? É evidente que não. Daí se nota o mérito de um trabalho bem feito.
Também não é coincidência o fato de o São Paulo ter sido multicampeão sob a batuta desse "turrão" e, após a saída dele, não ter conquistado mais nada. Os propalados "melhores zagueiros do Brasil", Miranda e Alex Silva, passaram a vacilar de 2009 pra cá, em grau até maior do que o aceitável.
O troféu que falta para a galeria de Muricy pode não demorar muito a sair. O Santos é o único brasileiro vivo na Libertadores e grande favorito a seguir para as semifinais. Projeta-se uma final "daquelas" contra o Vélez. Uma espécie de prova dos nove.
Mas, honestamente: Muricy não tem mais nada a provar, a ninguém.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Copa do Brasil - Desconstruindo mitos
De bate-pronto, cito quatro times que eu considerava favoritos à conquista da Copa do Brasil: Atlético-MG, Botafogo, Palmeiras e São Paulo. Em comum, o fato de serem grandes do futebol brasileiro, que tiveram um ano ruim em 2010 (se tivesse sido bom, teriam, provavelmente, se classificado para a Libertadores e nem jogariam a Copa do Brasil), mas com boas perspectivas para a atual temporada.
Uns antes, outros depois, mas todos caíram. Sequer conseguiram alcançar as semifinais. De todos eles, apenas o Galo ainda pode salvar o semestre, se conquistar o Campeonato Mineiro no próximo domingo, quando jogará pelo empate contra o Cruzeiro. No torneio nacional, porém, passou vergonha ao ser eliminado pelo Grêmio Prudente (que era Barueri e que voltou a ser Barueri), rebaixado no Campeonato Paulista.
O Botafogo foi derrubado pelo Avaí, nas oitavas-de-final. Dois empates, mas o maior número de gols fora de casa classificou os catarinenses. Uma desilusão para o já nem tão recém-chegado Caio Júnior e para atletas experientes, como Jefferson, Herrera e Loco Abreu. Afinal, no Estadual, o Flamengo não deu chances aos adversários e papou os dois turnos.
Do mesmo mal (Avaí) padeceu o Tricolor do Morumbi. A magérrima vitória por 1 a 0 em casa não foi suficiente para dar tranquilidade ao time de Carpegiani na Ressacada. Mesmo abrindo o placar, o São Paulo tomou a virada e perdeu por 3 a 1, dando sequência à sina de nunca ter se sagrado campeão da Copa do Brasil. Dez dias antes, já tinha sido eliminado do Paulistão pelo Santos.
O Palmeiras, quando parecia estar ajustado, sofreu duas pancadas em pouco mais de 72 horas. Primeiro, caiu para o maior rival, Corinthians, nos pênaltis, nas semifinais do Paulista. Mas o pior estava por vir. Foi atropelado por um irresistível Coritiba, no Couto Pereira: 6 a 0, fora o baile. A vitória por 2 a 0 no segundo jogo serviu como mero consolo para os palmeirenses.
Quatro histórias diferentes, mas cujo fim é idêntico: uma chance a menos de chegar à Copa Libertadores de 2012.
Uns antes, outros depois, mas todos caíram. Sequer conseguiram alcançar as semifinais. De todos eles, apenas o Galo ainda pode salvar o semestre, se conquistar o Campeonato Mineiro no próximo domingo, quando jogará pelo empate contra o Cruzeiro. No torneio nacional, porém, passou vergonha ao ser eliminado pelo Grêmio Prudente (que era Barueri e que voltou a ser Barueri), rebaixado no Campeonato Paulista.
O Botafogo foi derrubado pelo Avaí, nas oitavas-de-final. Dois empates, mas o maior número de gols fora de casa classificou os catarinenses. Uma desilusão para o já nem tão recém-chegado Caio Júnior e para atletas experientes, como Jefferson, Herrera e Loco Abreu. Afinal, no Estadual, o Flamengo não deu chances aos adversários e papou os dois turnos.
Do mesmo mal (Avaí) padeceu o Tricolor do Morumbi. A magérrima vitória por 1 a 0 em casa não foi suficiente para dar tranquilidade ao time de Carpegiani na Ressacada. Mesmo abrindo o placar, o São Paulo tomou a virada e perdeu por 3 a 1, dando sequência à sina de nunca ter se sagrado campeão da Copa do Brasil. Dez dias antes, já tinha sido eliminado do Paulistão pelo Santos.
O Palmeiras, quando parecia estar ajustado, sofreu duas pancadas em pouco mais de 72 horas. Primeiro, caiu para o maior rival, Corinthians, nos pênaltis, nas semifinais do Paulista. Mas o pior estava por vir. Foi atropelado por um irresistível Coritiba, no Couto Pereira: 6 a 0, fora o baile. A vitória por 2 a 0 no segundo jogo serviu como mero consolo para os palmeirenses.
Quatro histórias diferentes, mas cujo fim é idêntico: uma chance a menos de chegar à Copa Libertadores de 2012.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Libertadores - Análise das quartas-de-final
Nas (oito, claro) equipes que disputarão as quartas-de-final da Copa Libertadores da América 2011, sete países estarão representados. O único que terá dois times na fase será o Paraguai.
A Libertadores mais democrática que já vi.
Vamos conferir quem tem mais chances de passar para semifinal, com base nas campanhas e no momento de cada um.
Vélez x Libertad - os paraguaios, que mostraram um futebol convincente nos jogos dos grupos, reverteu um placar problématico diante do Fluminense e, caso chegue até a final, terá sempre a vantagem de definir o confronto em casa (após a eliminação do Cruzeiro). Por outro lado, os argentinos estão em grande fase: lideram o Clausura e eliminaram a LDU, cujos resultados recentes nas competições sul-americanas são suficientes para sempre credenciá-la aos bons resultados. Muito equilibrado.
Chances de classificação: Vélez --> 45%, Libertad --> 55%.
Peñarol x Universidad Católica - todos esperavam que esse confronto fosse um GreNal, mas a dupla gaúcha frustrou seus torcedores. Sorte dos dois classificados, que jogaram melhor e mereceram a classificação - sobretudo o time chileno, que anotou dois triunfos contra o tricolor de Porto Alegre. Por esses resultados diante do Grêmio e pela ótima campanha da primeira fase, na qual foi a primeira do grupo que tinha o Vélez, a Católica é favorita. O Peñarol buscará, mais uma vez, a superação, características inata dos uruguaios, além da tradição - é penta da Libertadores.
Chances de classificação: Peñarol --> 35%, Universidad Católica --> 65%.
Jaguares x Cerro Porteño - a grande barbada, em teoria. O time do Jaguares é apenas razoável e, nas oitavas, eliminou o Júnior Barranquilla, que, apesar de ter vencido o grupo do Grêmio, também não era lá essas coisas. O Cerro Porteño, além de mais tradicional, tem uma campanha mais consistente, que culminou com a classificação em cima do Estudiantes na série inicial de mata-mata.
Chances de classificação: Jaguares --> 15%, Cerro Porteño --> 85%
Once Caldas x Santos - outro duelo que deveria ser 100% brasileiro. Mas o Cruzeiro caiu inexplicavelmente para a esquadra colombiana, mesmo depois de ter ganhado o jogo em Manizales. O Santos suou sangue no confronto com o América do México e ainda não parece ser um time confiável. Mesmo assim, tecnicamente, é bastante superior ao adversário. Resta saber se estará também em boas condições físicas para suportar os dois difíceis jogos.
Chances de classificação: Once Caldas --> 35%, Santos --> 65%
A Libertadores mais democrática que já vi.
Vamos conferir quem tem mais chances de passar para semifinal, com base nas campanhas e no momento de cada um.
Vélez x Libertad - os paraguaios, que mostraram um futebol convincente nos jogos dos grupos, reverteu um placar problématico diante do Fluminense e, caso chegue até a final, terá sempre a vantagem de definir o confronto em casa (após a eliminação do Cruzeiro). Por outro lado, os argentinos estão em grande fase: lideram o Clausura e eliminaram a LDU, cujos resultados recentes nas competições sul-americanas são suficientes para sempre credenciá-la aos bons resultados. Muito equilibrado.
Chances de classificação: Vélez --> 45%, Libertad --> 55%.
Peñarol x Universidad Católica - todos esperavam que esse confronto fosse um GreNal, mas a dupla gaúcha frustrou seus torcedores. Sorte dos dois classificados, que jogaram melhor e mereceram a classificação - sobretudo o time chileno, que anotou dois triunfos contra o tricolor de Porto Alegre. Por esses resultados diante do Grêmio e pela ótima campanha da primeira fase, na qual foi a primeira do grupo que tinha o Vélez, a Católica é favorita. O Peñarol buscará, mais uma vez, a superação, características inata dos uruguaios, além da tradição - é penta da Libertadores.
Chances de classificação: Peñarol --> 35%, Universidad Católica --> 65%.
Jaguares x Cerro Porteño - a grande barbada, em teoria. O time do Jaguares é apenas razoável e, nas oitavas, eliminou o Júnior Barranquilla, que, apesar de ter vencido o grupo do Grêmio, também não era lá essas coisas. O Cerro Porteño, além de mais tradicional, tem uma campanha mais consistente, que culminou com a classificação em cima do Estudiantes na série inicial de mata-mata.
Chances de classificação: Jaguares --> 15%, Cerro Porteño --> 85%
Once Caldas x Santos - outro duelo que deveria ser 100% brasileiro. Mas o Cruzeiro caiu inexplicavelmente para a esquadra colombiana, mesmo depois de ter ganhado o jogo em Manizales. O Santos suou sangue no confronto com o América do México e ainda não parece ser um time confiável. Mesmo assim, tecnicamente, é bastante superior ao adversário. Resta saber se estará também em boas condições físicas para suportar os dois difíceis jogos.
Chances de classificação: Once Caldas --> 35%, Santos --> 65%
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Campeonato Paulista - Blergh!
Não escrevi ontem sobre o primeiro jogo da final do Paulistão porque me pareceu haver temas mais interessantes para fechar bem o domingo. Até porque qualquer resumo, análise ou crítica sobre o Corinthians x Santos do Pacaembu esfriaria o dia.
O motivo: o jogo foi fraco. Talvez não tenha sido tão ruim tecnicamente, mas quando pensamos que era uma final de campeonato, era natural esperar muito mais qualidade do que aquela apresentada pelos pupilos de Tite e Muricy.
Mas, talvez, eu esteja sendo muito exigente. Sobretudo com o Corinthians. O alvinegro da capital tem um time razoável, com potencial para ser bom. O problema é: jogadores fundamentais para o futebol bem jogado estão em fase tenebrosa. Bruno César (já negociado com o Benfica), Jorge Henrique e Dentinho, destaques em 2010, têm feito partidas vergonhosas.
Além disso, há atletas que parecem não ter qualidade suficiente para ostentar a titularidade. Fábio Santos é o exemplo mais notório. Paulinho é outro que deixa muitas dúvidas. Por fim, os reservas são de baixo nível, com uma ou outra exceção, o que dificulta a vida de Tite quando precisa mudar o time.
O Santos, por outro lado, tem dois craques no elenco, Ganso e Neymar, e outros jogadores muito bons, como Arouca e Elano. Mas vem muito desgastado da série de partidas pela Libertadores, mescladas com as da fase final do Paulistão.
Tanto que dois desses supracitados, Arouca e Ganso - este exatamente na primeira partida da final -, sofreram lesões e devem desfalcar a equipe em confrontos decisivos: a finalíssima do Paulista e as quartas-de-final da competição sul-americana, contra o Once Caldas.
É difícil prognosticar o que pode acontecer na volta, ainda mais porque há dúvidas sobre que time do Santos será escalado por Muricy. Arrisco dizer que pelos desfalques do time santista, o Corinthians é favorito. Por 51% a 49%, com margem de erro de 2 pontos.
O motivo: o jogo foi fraco. Talvez não tenha sido tão ruim tecnicamente, mas quando pensamos que era uma final de campeonato, era natural esperar muito mais qualidade do que aquela apresentada pelos pupilos de Tite e Muricy.
Mas, talvez, eu esteja sendo muito exigente. Sobretudo com o Corinthians. O alvinegro da capital tem um time razoável, com potencial para ser bom. O problema é: jogadores fundamentais para o futebol bem jogado estão em fase tenebrosa. Bruno César (já negociado com o Benfica), Jorge Henrique e Dentinho, destaques em 2010, têm feito partidas vergonhosas.
Além disso, há atletas que parecem não ter qualidade suficiente para ostentar a titularidade. Fábio Santos é o exemplo mais notório. Paulinho é outro que deixa muitas dúvidas. Por fim, os reservas são de baixo nível, com uma ou outra exceção, o que dificulta a vida de Tite quando precisa mudar o time.
O Santos, por outro lado, tem dois craques no elenco, Ganso e Neymar, e outros jogadores muito bons, como Arouca e Elano. Mas vem muito desgastado da série de partidas pela Libertadores, mescladas com as da fase final do Paulistão.
Tanto que dois desses supracitados, Arouca e Ganso - este exatamente na primeira partida da final -, sofreram lesões e devem desfalcar a equipe em confrontos decisivos: a finalíssima do Paulista e as quartas-de-final da competição sul-americana, contra o Once Caldas.
É difícil prognosticar o que pode acontecer na volta, ainda mais porque há dúvidas sobre que time do Santos será escalado por Muricy. Arrisco dizer que pelos desfalques do time santista, o Corinthians é favorito. Por 51% a 49%, com margem de erro de 2 pontos.
domingo, 8 de maio de 2011
GP da Turquia - Guess what?
Não sei mais como começar textos de F-1. É ruim quando o mesmo cidadão ganha (quase) tudo, porque você tem que se esforçar demais para não ficar repetitivo.
Então, de início, vá se ferrar, Vettel.
Brincadeira, brincadeira. Mas é evidente que o alemãozinho é bom, ótimo, excelente, fodão, macho, rapidíssimo, soberano, imortal, guerreiro (ah, os adjetivos do futebol...), blá, blá, blá. Novamente, não foi ameaçado.
Webber fez o mínimo que se espera de alguém que guie esse carro da Red Bull e Alonso completou o pódio. Esse, outro fodão. A Ferrari constuiu um carro razoável em 2011 e lá vai ele, ficar à frente das McLarens e do companheiro de equipe.
Apesar que... Felipe não fez, a rigor, uma má corrida. Teve boa disputa com Rosberg, chegou a passar Hamilton, mas três fatores naufragaram o brasileiro: as besteiras da Ferrari, a escapada dele mesmo e os tais pneus duros. Massa não consegue tirar tempo dos compostos mais resistentes, condição básica para quem quer obter bons resultados neste ano.
Um importante destaque da corrida turca foi Michael Schumacher, o homem-catraca: todo mundo passa por ele. Não tem cabimento o que ele está fazendo. Não é digno que o maior vencedor da categoria se proponha a esse tipo de papelão.
No mais, outra exibição correta das Renaults, e ele, sempre ele, Kobayashi. O japa-san largou em último, passou muita gente, foi passado por outro tanto, e beliscou mais um pontinho. Não estranhem se ele abocanhar uma vaga numa equipe melhor em 2012...
Então, de início, vá se ferrar, Vettel.
Brincadeira, brincadeira. Mas é evidente que o alemãozinho é bom, ótimo, excelente, fodão, macho, rapidíssimo, soberano, imortal, guerreiro (ah, os adjetivos do futebol...), blá, blá, blá. Novamente, não foi ameaçado.
Webber fez o mínimo que se espera de alguém que guie esse carro da Red Bull e Alonso completou o pódio. Esse, outro fodão. A Ferrari constuiu um carro razoável em 2011 e lá vai ele, ficar à frente das McLarens e do companheiro de equipe.
Apesar que... Felipe não fez, a rigor, uma má corrida. Teve boa disputa com Rosberg, chegou a passar Hamilton, mas três fatores naufragaram o brasileiro: as besteiras da Ferrari, a escapada dele mesmo e os tais pneus duros. Massa não consegue tirar tempo dos compostos mais resistentes, condição básica para quem quer obter bons resultados neste ano.
Um importante destaque da corrida turca foi Michael Schumacher, o homem-catraca: todo mundo passa por ele. Não tem cabimento o que ele está fazendo. Não é digno que o maior vencedor da categoria se proponha a esse tipo de papelão.
No mais, outra exibição correta das Renaults, e ele, sempre ele, Kobayashi. O japa-san largou em último, passou muita gente, foi passado por outro tanto, e beliscou mais um pontinho. Não estranhem se ele abocanhar uma vaga numa equipe melhor em 2012...
Masters 1000/Madri - Marcante
Quem acessa este blog com alguma frequência já deve ter reparado que eu sempre fui muito crítico em relação a Thomaz Bellucci. Então, antes de falar sobre o torneio, vou explicar meu ponto de vista.
Acompanho tênis firmemente desde a época de Gustavo Kuerten. Em 1997, quando ele levantou pela primeira vez o troféu em Roland Garros, eu tinha 10 anos. Sempre fiquei atento às conquistas de Guga, torcia por Agassi contra Sampras (hoje em dia já mudei de idéia), nunca fui fã do jogo de Roddick, aprecio demais a técnica e as conquistas de Federer e me espanto com a regularidade de Nadal.
Fiz esse pequeno histórico para mostrar que acompanho o esporte, com maior ou menor intensidade, há algum tempo. Mas o grande "click" que tive para o tênis foi em 2008, com a ascensão de Bellucci. Acompanhei os sucessos nos challengers, acompanhei as primeiras partidas dele nos ATP's 250 - a primeira vitória, contra Werner Eschauer, em Buenos Aires, por exemplo - vibrei com o duelo conta Nadal naquele mesmo ano, o título de Gstaad, o título de Santiago, etc.
Hoje, aliás, posso dizer, o tênis é o esporte que mais me absorve, ganhando do futebol, do automobilismo e do golfe.
Justamente por ter acompanhado os resultados do paulista durante todo esse tempo, fico extremamente irritado com alguns resultados fracos que ele obtém. E, nos últimos meses, eles foram a regra, não a exceção, o que, até, chegou a me desmotivar.
Só que, ao contrário do que parece, gosto bastante de Bellucci. E aplaudo de pé a campanha que ele fez no Masters 1000 de Madri.
A campanha do canhoto de Tietê foi brilhante. Passou fácil por Andujar (que venceu Casablanca há algumas semanas), suou, mas bateu Florian Mayer e, aí... e aí?
Aí veio a maior vitória da carreira de Bellucci. 6-4 e 6-2, placar incontestável contra Murray, o número 4 do mundo. Não bastasse esse grande triunfo, derrubou o sempre perigoso Berdych, também em sets diretos, e chegou a uma semifinal gigantesca, acompanhado pelos três líderes do ranking.
"Deu azar" por estar no lado da chave do melhor jogador do mundo, ainda nº2, Djokovic. Mesmo assim, teve chances reais de vencê-lo. Não ganhou, entre outros motivos, pela infinitamente maior experiência do sérvio em situações decisivas neste nível. Foi, afinal, a primeira ocasião em que Bellucci efetivamente se meteu entre os melhores.
O saldo é folgadamente positivo. Thomaz jogará Roma com uma cabeça totalmente diferente da que tinha há 10 dias, antes da campanha sensacional na capital espanhola. Infelizmente deu azar, mais uma vez, e deverá cruzar com Rafael Nadal logo na segunda rodada. Excelente oportunidade para ratificar a mudança de nível. Não significa que terá que vencer o "touro miúra", mas quem sabe, fazê-lo suar mais do que nos encontros anteriores, ambos em Roland Garros.
O mundo tem novo dono
É de abismar. Novak Djokovic parece um robô em 2011, dos mais eficientes. Estendeu a série invicta a 32 jogos quando passou por cima de Nadal em todos os aspectos. Certo, já tinha conseguido isso em Indian Wells e Miami, mas tinha retrospecto de nove derrotas em nove jogos no saibro. Quebrou o tabu e deixou claro para o espanhol que está "mal intencionado".
Nadal precisará ir além do limite em Roma e, duas semanas depois, em Roland Garros. E, talvez, nem isso lhe baste para manter as duas coroas.
Por outro lado, Federer parece estar em vertiginoso declínio. Depois do sufoco inesperado (e ridículo) que tomou de Feliciano López na estréia, até conseguiu boas vitórias contra Malisse e Soderling, mas está cometendo erros em demasia. Não tem bola para derrotar Nadal ou Djokovic. Espero, de verdade, que consiga aprumar os golpes nas próximas semanas e fazer um grande torneio em Paris, mas não aposto nisso.
Acompanho tênis firmemente desde a época de Gustavo Kuerten. Em 1997, quando ele levantou pela primeira vez o troféu em Roland Garros, eu tinha 10 anos. Sempre fiquei atento às conquistas de Guga, torcia por Agassi contra Sampras (hoje em dia já mudei de idéia), nunca fui fã do jogo de Roddick, aprecio demais a técnica e as conquistas de Federer e me espanto com a regularidade de Nadal.
Fiz esse pequeno histórico para mostrar que acompanho o esporte, com maior ou menor intensidade, há algum tempo. Mas o grande "click" que tive para o tênis foi em 2008, com a ascensão de Bellucci. Acompanhei os sucessos nos challengers, acompanhei as primeiras partidas dele nos ATP's 250 - a primeira vitória, contra Werner Eschauer, em Buenos Aires, por exemplo - vibrei com o duelo conta Nadal naquele mesmo ano, o título de Gstaad, o título de Santiago, etc.
Hoje, aliás, posso dizer, o tênis é o esporte que mais me absorve, ganhando do futebol, do automobilismo e do golfe.
Justamente por ter acompanhado os resultados do paulista durante todo esse tempo, fico extremamente irritado com alguns resultados fracos que ele obtém. E, nos últimos meses, eles foram a regra, não a exceção, o que, até, chegou a me desmotivar.
Só que, ao contrário do que parece, gosto bastante de Bellucci. E aplaudo de pé a campanha que ele fez no Masters 1000 de Madri.
A campanha do canhoto de Tietê foi brilhante. Passou fácil por Andujar (que venceu Casablanca há algumas semanas), suou, mas bateu Florian Mayer e, aí... e aí?
Aí veio a maior vitória da carreira de Bellucci. 6-4 e 6-2, placar incontestável contra Murray, o número 4 do mundo. Não bastasse esse grande triunfo, derrubou o sempre perigoso Berdych, também em sets diretos, e chegou a uma semifinal gigantesca, acompanhado pelos três líderes do ranking.
"Deu azar" por estar no lado da chave do melhor jogador do mundo, ainda nº2, Djokovic. Mesmo assim, teve chances reais de vencê-lo. Não ganhou, entre outros motivos, pela infinitamente maior experiência do sérvio em situações decisivas neste nível. Foi, afinal, a primeira ocasião em que Bellucci efetivamente se meteu entre os melhores.
O saldo é folgadamente positivo. Thomaz jogará Roma com uma cabeça totalmente diferente da que tinha há 10 dias, antes da campanha sensacional na capital espanhola. Infelizmente deu azar, mais uma vez, e deverá cruzar com Rafael Nadal logo na segunda rodada. Excelente oportunidade para ratificar a mudança de nível. Não significa que terá que vencer o "touro miúra", mas quem sabe, fazê-lo suar mais do que nos encontros anteriores, ambos em Roland Garros.
O mundo tem novo dono
É de abismar. Novak Djokovic parece um robô em 2011, dos mais eficientes. Estendeu a série invicta a 32 jogos quando passou por cima de Nadal em todos os aspectos. Certo, já tinha conseguido isso em Indian Wells e Miami, mas tinha retrospecto de nove derrotas em nove jogos no saibro. Quebrou o tabu e deixou claro para o espanhol que está "mal intencionado".
Nadal precisará ir além do limite em Roma e, duas semanas depois, em Roland Garros. E, talvez, nem isso lhe baste para manter as duas coroas.
Por outro lado, Federer parece estar em vertiginoso declínio. Depois do sufoco inesperado (e ridículo) que tomou de Feliciano López na estréia, até conseguiu boas vitórias contra Malisse e Soderling, mas está cometendo erros em demasia. Não tem bola para derrotar Nadal ou Djokovic. Espero, de verdade, que consiga aprumar os golpes nas próximas semanas e fazer um grande torneio em Paris, mas não aposto nisso.
sábado, 7 de maio de 2011
GP da Turquia - dia 2
Vettel veio, viu, fez a pole, e saiu mais cedo. Talvez para assistir ao sempre saboroso Nadal x Federer. Talvez torça para o suíço, já que ambos têm o alemão como língua-mãe. Ou, quem sabe, prefira o estilo mais agressivo do espanhol. Vai saber.
A verdade é que ele nem precisou esperar o Q3 da classificação terminar para ter a certeza de que largaria na primeira posição.
Enquanto Webber (2º), Rosberg (3º) e Hamilton (4º) batalhavam pela outra vaga da primeira fila, o jovenzinho campeão saia do carro quase três minutos antes do fim do treino e alguns segundos depois de fazer um temporal, mais um. Ele não se cansa.
Aliás, antecipo minha projeção para a corrida: começa como termina, ou seja, pódio com Vettel, Webber e Rosberg. Errei a previsão de que o treino qualificatório seria bastante disputado, então espero errar de novo, mas antevejo uma prova modorrenta.
No mais, destaque para a vergonhosa estratégia de Massa/Ferrari, de usar um jogo de pneus macios no Q1. Felipe não tinha feito volta boa com os pneus duros, mas não estava arriscado de ser guilhotinado para o Q2, já que era claro que Kobayashi não conseguiria por o carro da Sauber na pista. O efeito colateral veio justamente na última fase, em que o brasileiro foi obrigado a economizar nos macios e nem conseguiu marcar tempo. Amarga 10ª colocação.
Barrichello, uma posição atrás do compatriota, deve festejar - e muito - o fato de quase ter passado para o Q3. Andou praticamente no mesmo tempo dos carros da Renault, algo acima dos padrões da Williams de 2011. E, de novo, à frente de Maldonado.
A verdade é que ele nem precisou esperar o Q3 da classificação terminar para ter a certeza de que largaria na primeira posição.
Enquanto Webber (2º), Rosberg (3º) e Hamilton (4º) batalhavam pela outra vaga da primeira fila, o jovenzinho campeão saia do carro quase três minutos antes do fim do treino e alguns segundos depois de fazer um temporal, mais um. Ele não se cansa.
Aliás, antecipo minha projeção para a corrida: começa como termina, ou seja, pódio com Vettel, Webber e Rosberg. Errei a previsão de que o treino qualificatório seria bastante disputado, então espero errar de novo, mas antevejo uma prova modorrenta.
No mais, destaque para a vergonhosa estratégia de Massa/Ferrari, de usar um jogo de pneus macios no Q1. Felipe não tinha feito volta boa com os pneus duros, mas não estava arriscado de ser guilhotinado para o Q2, já que era claro que Kobayashi não conseguiria por o carro da Sauber na pista. O efeito colateral veio justamente na última fase, em que o brasileiro foi obrigado a economizar nos macios e nem conseguiu marcar tempo. Amarga 10ª colocação.
Barrichello, uma posição atrás do compatriota, deve festejar - e muito - o fato de quase ter passado para o Q3. Andou praticamente no mesmo tempo dos carros da Renault, algo acima dos padrões da Williams de 2011. E, de novo, à frente de Maldonado.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Um favoritaço, um favorito
Definidas as finais dos torneios europeus interclubes. Barcelona x Manchester United, na Champions League, e Porto x Braga, na Europa League. Ambos os confrontos com favoritos, um destacado, o outro, nem tanto.
Quem está milhas e milhas na frente quando o assunto é favoritismo é o FC Porto, com campanha irrepreensível na temporada. Atropelou a concorrência em todos as competições que disputou, tendo o Braga como último obstáculo para coroar a "época" perfeita.
Certo, os braguistas bateram equipes melhores, como Liverpool, Dynamo de Kiev e Benfica. Mas o que dizer dos dragões? Spartak e Villareal, equipes que poderiam facilmente estar na final, foram aniquiladas por Falcao, Hulk, Guarín e cia. Evidentemente, por se tratar de jogo único, que há alguma chance de surpresa, mas eu diria que a proporção é de 95 a 5 a favor do Porto.
Sim, acho que a final mais importante será mais disputada, o que não deixa de ser ótimo. Como em qualquer jogo que for disputar, o Barcelona é o time a ser batido, mas não descarto jamais o Manchester United. Creio que o jogo deste final de semana, em que os red revils pegam o Chelsea em Old Trafford, partida com ares de decisão, vai dizer muito sobre o resultado da final européia.
Se vencer os blues, o Manchester ganha uma injeção para chegar de cabeça erguida contra o Barça. E o contrário é verdadeiro, já que uma derrota, traria pressão e preocupação aos comandados de Alex Ferguson.
O fator Wembley também pode pesar a favor dos ingleses, mas não acho que um time com a qualidade do Barcelona tema qualquer pressão de torcida adversária. Arrisco dizer que, jogando completo, as chances da esquadra catalã batem na casa dos 70%.
Façam suas apostas.
Quem está milhas e milhas na frente quando o assunto é favoritismo é o FC Porto, com campanha irrepreensível na temporada. Atropelou a concorrência em todos as competições que disputou, tendo o Braga como último obstáculo para coroar a "época" perfeita.
Certo, os braguistas bateram equipes melhores, como Liverpool, Dynamo de Kiev e Benfica. Mas o que dizer dos dragões? Spartak e Villareal, equipes que poderiam facilmente estar na final, foram aniquiladas por Falcao, Hulk, Guarín e cia. Evidentemente, por se tratar de jogo único, que há alguma chance de surpresa, mas eu diria que a proporção é de 95 a 5 a favor do Porto.
Sim, acho que a final mais importante será mais disputada, o que não deixa de ser ótimo. Como em qualquer jogo que for disputar, o Barcelona é o time a ser batido, mas não descarto jamais o Manchester United. Creio que o jogo deste final de semana, em que os red revils pegam o Chelsea em Old Trafford, partida com ares de decisão, vai dizer muito sobre o resultado da final européia.
Se vencer os blues, o Manchester ganha uma injeção para chegar de cabeça erguida contra o Barça. E o contrário é verdadeiro, já que uma derrota, traria pressão e preocupação aos comandados de Alex Ferguson.
O fator Wembley também pode pesar a favor dos ingleses, mas não acho que um time com a qualidade do Barcelona tema qualquer pressão de torcida adversária. Arrisco dizer que, jogando completo, as chances da esquadra catalã batem na casa dos 70%.
Façam suas apostas.
GP da Turquia - dia 1
Uma sessão disputada debaixo d'água, a outra com pista seca. E tome papelão de favorito, dessa vez, Vettel. O alemão perdeu o controle do carro no TL1, bateu e danificou seu Red Bull a ponto de não conseguir participar do segundo treino.
Mas, talvez, mesmo se tivesse participado, é possível que o campeão-prodígio não conseguisse a ponta. Button encabeçou o top-4 dos motores Mercedes, seguido por Rosberg, Hamilton e Schumacher. Webber, veja só, foi apenas o quinto.
Massa terminou em sexto e, aos poucos, vai, de fato, equilbrando as coisas com Alonso, só o 11º. Barrichello ficou num sombrio 18º lugar e pôs a boca no mundo, reclamando do péssimo carro da Williams.
Arrisco dizer que será a classificação mais interessante da temporada.
Mas, talvez, mesmo se tivesse participado, é possível que o campeão-prodígio não conseguisse a ponta. Button encabeçou o top-4 dos motores Mercedes, seguido por Rosberg, Hamilton e Schumacher. Webber, veja só, foi apenas o quinto.
Massa terminou em sexto e, aos poucos, vai, de fato, equilbrando as coisas com Alonso, só o 11º. Barrichello ficou num sombrio 18º lugar e pôs a boca no mundo, reclamando do péssimo carro da Williams.
Arrisco dizer que será a classificação mais interessante da temporada.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
O desastre sem aviso
Vamos admitir: ninguém esperava essa hecatombe na Libertadores.
Depois dos jogos de ida, só se imaginava a eliminação do Grêmio. Os outros quatro pareciam favoritos, especialmente Cruzeiro e Fluminense.
Mas eliminações surgiram como avalanche, uma após a outra.
Começou com o Internacional, que até abriu o marcador contra Peñarol e parecia ter o jogo sob controle ao fim do primeiro tempo. Só parecia. Com dois gols nos cinco primeiros minutos da etapa final, o time uruguaio obrigou o gaúcho a marcar dois para se classificar. Não aconteceu.
Para copiar o rival, o Grêmio fez, novamente, uma partida burocrática, apesar de ter criado uma ou outra chance. Mas a Universidad Católica, na metade final do segundo tempo, fez um gol que bastou para tirar o ânimo e a vaga gremista.
Aí vieram os choques.
É certo que o Libertad foi um dos melhores times da primeira fase, mas, oras, o Flu tinha vencido na ida por 3 a 1. Virou o primeiro tempo com um tranquilo 0 a 0.
A pressão paraguaia falou mais alto. Aproveitando a falta de brio e brilho dos tricolores, estampou três tentos no placar e eliminou um Fluminense do qual se esperava campanha muito, muito melhor.
Tudo terrível, não tanto quanto o papelão do Cruzeiro.
Melhor time da fase de grupos. Ataque mais positivo nessa fase desde sempre. Futebol que dava gosto. Vitória no primeiro jogo, na Colômbia, por 2 a 1. Torcida a favor. Deborah Secco no estádio.
Vai ver que ela secou, porque foi exatamente o marido, Roger, que deu início ao vexame, sendo expulso ainda no primeiro tempo.
Só que nem isso justifica a dominação que os colombianos impuseram durante todo o segundo tempo. Esse é o detalhe sórdido: foi 2 a 0 mas poderia até ter sido mais - em que pese o gol mal anulado de Gilberto, que poderia levar o confronto para a decisão nos pênaltis.
O técnico Cuca foi, de longe, a figura mais ridícula da noite. Num ato covarde, quando a bola saiu de campo e veio até ele, lascou uma cotovelada em Rentería, do Once Caldas.
A cereja do descontrole no bolo da vergonha.
Depois dos jogos de ida, só se imaginava a eliminação do Grêmio. Os outros quatro pareciam favoritos, especialmente Cruzeiro e Fluminense.
Mas eliminações surgiram como avalanche, uma após a outra.
Começou com o Internacional, que até abriu o marcador contra Peñarol e parecia ter o jogo sob controle ao fim do primeiro tempo. Só parecia. Com dois gols nos cinco primeiros minutos da etapa final, o time uruguaio obrigou o gaúcho a marcar dois para se classificar. Não aconteceu.
Para copiar o rival, o Grêmio fez, novamente, uma partida burocrática, apesar de ter criado uma ou outra chance. Mas a Universidad Católica, na metade final do segundo tempo, fez um gol que bastou para tirar o ânimo e a vaga gremista.
Aí vieram os choques.
É certo que o Libertad foi um dos melhores times da primeira fase, mas, oras, o Flu tinha vencido na ida por 3 a 1. Virou o primeiro tempo com um tranquilo 0 a 0.
A pressão paraguaia falou mais alto. Aproveitando a falta de brio e brilho dos tricolores, estampou três tentos no placar e eliminou um Fluminense do qual se esperava campanha muito, muito melhor.
Tudo terrível, não tanto quanto o papelão do Cruzeiro.
Melhor time da fase de grupos. Ataque mais positivo nessa fase desde sempre. Futebol que dava gosto. Vitória no primeiro jogo, na Colômbia, por 2 a 1. Torcida a favor. Deborah Secco no estádio.
Vai ver que ela secou, porque foi exatamente o marido, Roger, que deu início ao vexame, sendo expulso ainda no primeiro tempo.
Só que nem isso justifica a dominação que os colombianos impuseram durante todo o segundo tempo. Esse é o detalhe sórdido: foi 2 a 0 mas poderia até ter sido mais - em que pese o gol mal anulado de Gilberto, que poderia levar o confronto para a decisão nos pênaltis.
O técnico Cuca foi, de longe, a figura mais ridícula da noite. Num ato covarde, quando a bola saiu de campo e veio até ele, lascou uma cotovelada em Rentería, do Once Caldas.
A cereja do descontrole no bolo da vergonha.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Palmeiras x Corinthians - o jogo do descontrole
O Palmeiras foi melhor que o Corinthians, mesmo no 10 x 11, porque, atualmente, é um time superior ao rival.
Posto isso, só tenho a repudiar o comportamento da equipe no clássico. Os jogadores e o treinador deram uma aula de descontrole, dentro e fora de campo.
Paulo César Oliveira errou em um lance, na minha opinião: não marcar falta de Chicão em Kléber, nos primeiros minutos de jogo. A expulsão de Danilo foi perfeita, idem a de Felipão, assim como a marcação do gol do Corinthians.
O Corinthians, por seu lado, foi péssimo e, se jogar assim, perderá os dois jogos para o Santos na final. Mas é difícil pensar que o time jogue tão mal quanto ontem.
Posto isso, só tenho a repudiar o comportamento da equipe no clássico. Os jogadores e o treinador deram uma aula de descontrole, dentro e fora de campo.
Paulo César Oliveira errou em um lance, na minha opinião: não marcar falta de Chicão em Kléber, nos primeiros minutos de jogo. A expulsão de Danilo foi perfeita, idem a de Felipão, assim como a marcação do gol do Corinthians.
O Corinthians, por seu lado, foi péssimo e, se jogar assim, perderá os dois jogos para o Santos na final. Mas é difícil pensar que o time jogue tão mal quanto ontem.
sábado, 30 de abril de 2011
São Paulo x Santos - talento, sempre ele
Aí o tal de Ganso resolveu jogar bola.
Um cruzamento magnífico para Elano abrir o placar.
Um passe sensacional para Neymar fazer fila e devolver o presente, para que o camisa 10 balançasse as redes e definisse o jogo.
Joga muita bola. E é um alento perceber que ainda existe talento no futebol brasileiro.
Ele sempre desequilibrará.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Raquetes penduradas
Confesso: sempre torci muito por Marcos Daniel. Mais, até, do que faço com Bellucci. A explicação provavelmente está no fato de que o gaúcho de 32 anos sempre focou muito na ascensão da carreira, muito treino, muita obstinação, muito foco. Não vejo o mesmo empenho no nosso atual número 1, mas, bem, isso não é papo para este post.
Que é, na verdade, um registro. Do dia em que "Marquito" anunciou a aposentadoria do tênis profissional. O moço de Passo Fundo (RS) ainda jogará em Roland Garros, já que tem ranking para tal, e, talvez, um challenger na Colômbia, onde é considerado rei, graças aos muitos títulos lá obtidos.
É o típico caso em que o profissional não consegue mais se dedicar à respectiva atividade. Não por falta de interesse ou motivação, mas de aptidão física. Daniel teve várias lesões nos últimos anos, e optou por pendurar as raquetes ao invés de forçar a barra. Sabe que, se tentasse seguir, os resultados não viriam, mas as cobranças estariam lá. Decisão, pois, acertada.
A melhor posição de Marcos Daniel no ranking foi a 56ª, em setembro de 2009. Não conseguiu o grande objetivo de levar o Brasil de volta à elite da Copa Davis. Nem por isso terá uma mancha no currículo. É verdade que nunca chegou a níveis mais altos de competição, mas dentro do que tinha a oferecer, cumpriu muito bom papel.
Parabéns e obrigado, Marquito.
Que é, na verdade, um registro. Do dia em que "Marquito" anunciou a aposentadoria do tênis profissional. O moço de Passo Fundo (RS) ainda jogará em Roland Garros, já que tem ranking para tal, e, talvez, um challenger na Colômbia, onde é considerado rei, graças aos muitos títulos lá obtidos.
É o típico caso em que o profissional não consegue mais se dedicar à respectiva atividade. Não por falta de interesse ou motivação, mas de aptidão física. Daniel teve várias lesões nos últimos anos, e optou por pendurar as raquetes ao invés de forçar a barra. Sabe que, se tentasse seguir, os resultados não viriam, mas as cobranças estariam lá. Decisão, pois, acertada.
A melhor posição de Marcos Daniel no ranking foi a 56ª, em setembro de 2009. Não conseguiu o grande objetivo de levar o Brasil de volta à elite da Copa Davis. Nem por isso terá uma mancha no currículo. É verdade que nunca chegou a níveis mais altos de competição, mas dentro do que tinha a oferecer, cumpriu muito bom papel.
Parabéns e obrigado, Marquito.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Prós e contras - Paulistão
Agora a oncíssima vai beber água, diria o excelente Paulo Cleto.
O Paulistão chegou ao momento em que os jogos realmente valem alguma coisa. E os quatro gigantes serão os protagonistas.
Vamos, sem rodeios, falar o que eles têm de melhor e de pior.
São Paulo
Prós: é o time mais rápido dos quatro. Jean, Juan, Lucas, Dagoberto e Marlos são imparáveis quando estão inspirados. Rogério Ceni vive boa fase, tanto embaixo dos paus quanto nas cobranças de falta. A bola parada é perigosíssima, sobretudo quando Rodolpho está na área.
Contras: Rodrigo Souto e Carlinhos Paraíba não primam pela velocidade, o que pode dificultar a vida do setor defensivo quando encontra um ataque rápido e que toca bem a bola, como é o caso do Santos.
Santos
Prós: sobra em relação aos demais quando o assunto é técnica. Elano, Ganso e Neymar formam um trio capaz de atormentar qualquer defesa (qualquer uma mesmo). Muricy, apesar da fama de não convencer em mata-mata, já faturou um Paulistão nesse sistema e parece ter bom relacionamento com o elenco.
Contras: a zaga é uma calamidade, sobretudo nas bolas aéreas. Falta um companheiro mais qualificado para Neymar no comando de ataque, pois Keirrison não consegue convencer. O goleiro Rafael ainda precisa ser testado em jogos decisivos.
Palmeiras
Prós: tem, por incrível que pareça, o conjunto mais harmônico dos quatro. O ataque dificilmente passa em branco e a defesa é a melhor do campeonato. Juntos, Kléber e Valdívia desestabilizam a marcaçao adversária e, inclusive, cavam expulsões dos seus perseguidores.
Contras: nos últimos dez anos, ganhou apenas dois títulos (sendo um deles a Série B do Brasileirão, em 2003), fator que pesará, especialmente para a torcida, que não hesitará em mostrar insatisfação no caso de um resultado adverso durante os jogos.
Corinthians
Prós: conta com o homem-gol mais eficiente do campeonato, Liedson. Ralf ajuda a guarnecer uma defesa competente, enquanto Paulinho chega à frente para auxiliar o quarteto ofensivo, garantindo um bom dinamismo ao conjunto.
Contras: má fase de Júlio César, Dentinho e Jorge Henrique, peças importantes nas campanhas de sucesso dos últimos dois anos. Parece faltar um pouco de brilho aos comandados de Tite.
Tudo descrito acima é teoria. Dentro de campo, qualquer coisa pode acontecer. Clichê? Sim. Mas verdadeiro.
O Paulistão chegou ao momento em que os jogos realmente valem alguma coisa. E os quatro gigantes serão os protagonistas.
Vamos, sem rodeios, falar o que eles têm de melhor e de pior.
São Paulo
Prós: é o time mais rápido dos quatro. Jean, Juan, Lucas, Dagoberto e Marlos são imparáveis quando estão inspirados. Rogério Ceni vive boa fase, tanto embaixo dos paus quanto nas cobranças de falta. A bola parada é perigosíssima, sobretudo quando Rodolpho está na área.
Contras: Rodrigo Souto e Carlinhos Paraíba não primam pela velocidade, o que pode dificultar a vida do setor defensivo quando encontra um ataque rápido e que toca bem a bola, como é o caso do Santos.
Santos
Prós: sobra em relação aos demais quando o assunto é técnica. Elano, Ganso e Neymar formam um trio capaz de atormentar qualquer defesa (qualquer uma mesmo). Muricy, apesar da fama de não convencer em mata-mata, já faturou um Paulistão nesse sistema e parece ter bom relacionamento com o elenco.
Contras: a zaga é uma calamidade, sobretudo nas bolas aéreas. Falta um companheiro mais qualificado para Neymar no comando de ataque, pois Keirrison não consegue convencer. O goleiro Rafael ainda precisa ser testado em jogos decisivos.
Palmeiras
Prós: tem, por incrível que pareça, o conjunto mais harmônico dos quatro. O ataque dificilmente passa em branco e a defesa é a melhor do campeonato. Juntos, Kléber e Valdívia desestabilizam a marcaçao adversária e, inclusive, cavam expulsões dos seus perseguidores.
Contras: nos últimos dez anos, ganhou apenas dois títulos (sendo um deles a Série B do Brasileirão, em 2003), fator que pesará, especialmente para a torcida, que não hesitará em mostrar insatisfação no caso de um resultado adverso durante os jogos.
Corinthians
Prós: conta com o homem-gol mais eficiente do campeonato, Liedson. Ralf ajuda a guarnecer uma defesa competente, enquanto Paulinho chega à frente para auxiliar o quarteto ofensivo, garantindo um bom dinamismo ao conjunto.
Contras: má fase de Júlio César, Dentinho e Jorge Henrique, peças importantes nas campanhas de sucesso dos últimos dois anos. Parece faltar um pouco de brilho aos comandados de Tite.
Tudo descrito acima é teoria. Dentro de campo, qualquer coisa pode acontecer. Clichê? Sim. Mas verdadeiro.
sábado, 23 de abril de 2011
Fábrica de talentos?
Eis que leio: Lucas Foresti e Luís Felipe Nasr pontearam a primeira prova do final de semana da F-3 Inglesa em Oulton Park. Parece que são os candidatos mais fortes ao título da categoria que já revelou talentos como Ayrton Senna.
Não faltarão ufanistas que exaltarão a qualidade do automobilismo brasileiro, caso os dois liderem e vençam o campeonato. O problema é que esses e outros pontuais exemplares são evidentes exceções, não representando a realidade do esporte no país.
Ao lado de César Ramos (da World Series), formam uma tríade que poderá chegar às principais categorias do automobilismo sem qualquer influência das ações da Confederação Brasileira de Automobilismo, que parece pouco se lixar para o estado atual do esporte a motor por aqui.
Depois do kart, poucas opções, caríssimas. Não há um trabalho de garimpo de talentos, restringindo o surgimento de pilotos capazes de chegar ao alto nível.
Por isso, é bom olhar com carinho os resultados positivos de nossos representantes pelas pistas mundo afora. Sem, jamais, perder o senso crítico de perceber que pai desse sucesso se chama "acaso".
Não faltarão ufanistas que exaltarão a qualidade do automobilismo brasileiro, caso os dois liderem e vençam o campeonato. O problema é que esses e outros pontuais exemplares são evidentes exceções, não representando a realidade do esporte no país.
Ao lado de César Ramos (da World Series), formam uma tríade que poderá chegar às principais categorias do automobilismo sem qualquer influência das ações da Confederação Brasileira de Automobilismo, que parece pouco se lixar para o estado atual do esporte a motor por aqui.
Depois do kart, poucas opções, caríssimas. Não há um trabalho de garimpo de talentos, restringindo o surgimento de pilotos capazes de chegar ao alto nível.
Por isso, é bom olhar com carinho os resultados positivos de nossos representantes pelas pistas mundo afora. Sem, jamais, perder o senso crítico de perceber que pai desse sucesso se chama "acaso".
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Vale mais do que pesa
Copas nacionais são interessantes. Simpáticas, melhor dizendo. Democratizam o futebol, oferecendo aos times pequenos e até, em alguns países, semi-amadores, a chance de conquistar um título importante. Temos exemplos recentes no Brasil, como o Santo André, em 2004, e o Paulista, em 2005.
A Copa do Rei cumpre essa função na Espanha. Mas, na temporada 2010-11, não houve espaço para surpresas. As duas equipes mais cortejadas do planeta não tiveram oposição e chegaram à final, como diria aquele apresentador, "com todos os méritos, com todas as justiças".
E jogaram muito mais pelo valor simbólico do que pelo valor real do título. Ganhar do maior rival é uma delícia em qualquer circunstância. Só que a rivalidade está muito aflorada neste momento. Se o Barcelona está bem perto de conquistar a Liga, a vitória do Madrid na Taça é fundamental para equilibrar os ânimos para os dois confrontos mais importantes: ida e volta da semifinal da Champions League.
Como já disse por aqui, acho o Barça superior ao Real. Acontece que essa final confirmou aquilo que já tinha sido mostrado na época anterior: José Mourinho sabe parar a máquina azul-grená. É capaz de montar times que equilibram o jogo ou, até, superam o Barcelona em termos de chances reais de gol, por exemplo.
Qualquer resultado é possível nas partidas válidas pela competição continental, mas não há dúvida: o confronto, que eu e outros julgava definido antes de ocorrer, parece, agora, mais aberto do que nunca.
A Copa do Rei cumpre essa função na Espanha. Mas, na temporada 2010-11, não houve espaço para surpresas. As duas equipes mais cortejadas do planeta não tiveram oposição e chegaram à final, como diria aquele apresentador, "com todos os méritos, com todas as justiças".
E jogaram muito mais pelo valor simbólico do que pelo valor real do título. Ganhar do maior rival é uma delícia em qualquer circunstância. Só que a rivalidade está muito aflorada neste momento. Se o Barcelona está bem perto de conquistar a Liga, a vitória do Madrid na Taça é fundamental para equilibrar os ânimos para os dois confrontos mais importantes: ida e volta da semifinal da Champions League.
Como já disse por aqui, acho o Barça superior ao Real. Acontece que essa final confirmou aquilo que já tinha sido mostrado na época anterior: José Mourinho sabe parar a máquina azul-grená. É capaz de montar times que equilibram o jogo ou, até, superam o Barcelona em termos de chances reais de gol, por exemplo.
Qualquer resultado é possível nas partidas válidas pela competição continental, mas não há dúvida: o confronto, que eu e outros julgava definido antes de ocorrer, parece, agora, mais aberto do que nunca.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
GP da China - Habemus esperança!
Para começo de conversa: não estou manifestando torcida. Torço, sempre, para que os brasileiros tenham bom desempenho, mas não sou nenhum ufanista. Reconheço as virtudes e aponto os defeitos de quem bem entender.
Feita a explicação, posso dizer sem culpa: torci pela vitória de Hamilton e gostei muito. Acho, aliás, que a maior parte das pessoas adota esse tipo de comportamento, o de torcer pelos mais fracos.
Não acho Hamilton pior que Vettel. Diga-se, considero o inglês o melhor da F-1 atualmente.
Mas o nível do carro da Red Bull é tão alto em comparação com os demais que fica a torcida por uma novidade, alguém que represente ameaça, mexa com o líder. Pelo bem da competição esportiva em si.
É parecido com o sentimento que se tem por Rafael Nadal, no tênis, e por Tiger Woods, no golfe. Os que gostam, amam. Os que são indiferentes ou não gostam, torcem contra, numa disputa head-to-head.
A corrida foi interessante. Muitas trocas de posição, estratégias de duas ou três paradas para trocar pneus, enfim, interessante. O circuito de Xangai é bacana, diga-se. No jogo do Xbox 360, por exemplo, é um dos meus favoritos. Gosto dele, sim.
Por tópicos:
- Ainda acho que o destino do campeonato está selado, mas a vitória de Hamilton nos permite sonhar com uma disputa mais rica.
- Qué pása, Fernando? Massa andou no mesmo ritmo de Alonso na Malásia e bem melhor que o espanhol na China. Curioso, sem dúvida.
- Schumacher nunca teve uma temporada tão agitada quanto esta. Abaixo do que se espera, sim, mas bem atuante.
- No próximo GP. o da Turquia, tudo poderá mudar. A temporada européia sempre traz novidades...
Feita a explicação, posso dizer sem culpa: torci pela vitória de Hamilton e gostei muito. Acho, aliás, que a maior parte das pessoas adota esse tipo de comportamento, o de torcer pelos mais fracos.
Não acho Hamilton pior que Vettel. Diga-se, considero o inglês o melhor da F-1 atualmente.
Mas o nível do carro da Red Bull é tão alto em comparação com os demais que fica a torcida por uma novidade, alguém que represente ameaça, mexa com o líder. Pelo bem da competição esportiva em si.
É parecido com o sentimento que se tem por Rafael Nadal, no tênis, e por Tiger Woods, no golfe. Os que gostam, amam. Os que são indiferentes ou não gostam, torcem contra, numa disputa head-to-head.
A corrida foi interessante. Muitas trocas de posição, estratégias de duas ou três paradas para trocar pneus, enfim, interessante. O circuito de Xangai é bacana, diga-se. No jogo do Xbox 360, por exemplo, é um dos meus favoritos. Gosto dele, sim.
Por tópicos:
- Ainda acho que o destino do campeonato está selado, mas a vitória de Hamilton nos permite sonhar com uma disputa mais rica.
- Qué pása, Fernando? Massa andou no mesmo ritmo de Alonso na Malásia e bem melhor que o espanhol na China. Curioso, sem dúvida.
- Schumacher nunca teve uma temporada tão agitada quanto esta. Abaixo do que se espera, sim, mas bem atuante.
- No próximo GP. o da Turquia, tudo poderá mudar. A temporada européia sempre traz novidades...
sábado, 16 de abril de 2011
GP da China - Dia 2
Não vou mentir. Não vi a classificação da tchurma em Xangai. Preferi dormir, ciente do final de semana longo que terei. Mas os sempre confiáveis relatos do Grande Prêmio me embasam para que eu possa comentar o treino.
Vettel está anos-luz à frente da concorrência, especialmente de seu companheiro, que deve estar a viver alguma espécie de depressão. Se não tiver problemas na largada, vai vencer com mais de 20s de vantagem para o segundo colocado.
Agora, é dever dizer que as brigas internas de McLaren e Ferrari estão ficando interessantes. Menos de 0,05s de diferença entre Button (2º) e Hamilton (3º) e entre Alonso (5º) e Massa (6º) são sinais promissores de bons pegas. O intruso é Rosberg, no primeiro bom papel desempenhado pela Mercedes no ano.
E, finalmente, a Toro Rosso fez jus às expectativas criadas belo ótimo desempenho na pré-temporada. Dois carros no Q3, com Alguersuari (7º) superando Buemi (9º). O bacana di Resta também cumpriu excelente papel com a Force India, ficando em 8º. Petrov, um misto de trapalhão e azarado, nem conseguiu disputar a parte final do treino, graças a um problema no câmbio.
Barrichello faz o que pode com uma sofrível Williams e largará em 15º. Mais uma vez, a Hispania, que, na verdade, ainda está na rabeira, não sofreu a ameaça do 107% - Karthikeyan, o último, ficou 1,5s à frente da linha de corte.
Palpite mantido para a prova: Vettel, Hamilton, Alonso.
Vettel está anos-luz à frente da concorrência, especialmente de seu companheiro, que deve estar a viver alguma espécie de depressão. Se não tiver problemas na largada, vai vencer com mais de 20s de vantagem para o segundo colocado.
Agora, é dever dizer que as brigas internas de McLaren e Ferrari estão ficando interessantes. Menos de 0,05s de diferença entre Button (2º) e Hamilton (3º) e entre Alonso (5º) e Massa (6º) são sinais promissores de bons pegas. O intruso é Rosberg, no primeiro bom papel desempenhado pela Mercedes no ano.
E, finalmente, a Toro Rosso fez jus às expectativas criadas belo ótimo desempenho na pré-temporada. Dois carros no Q3, com Alguersuari (7º) superando Buemi (9º). O bacana di Resta também cumpriu excelente papel com a Force India, ficando em 8º. Petrov, um misto de trapalhão e azarado, nem conseguiu disputar a parte final do treino, graças a um problema no câmbio.
Barrichello faz o que pode com uma sofrível Williams e largará em 15º. Mais uma vez, a Hispania, que, na verdade, ainda está na rabeira, não sofreu a ameaça do 107% - Karthikeyan, o último, ficou 1,5s à frente da linha de corte.
Palpite mantido para a prova: Vettel, Hamilton, Alonso.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
GP da China - Dia 1
- Vettel deve estar parodiando mentalmente a música da minhoquinha. "Uma corridinha, uma vitorinha, duas corridinhas, duas vitorinhas, três corridinhas...". Chances altas do GP da China ser a terceira vitorinha, e o domínio da sexta-feira evidencia isso.
- Webber, por outro lado, já deve estar pensando em caçar cangurus. Porque, nesse ritmo, vai pendurar as luvas no fim do ano.
- A melhor briga é a da dupla da McLaren. Button e Hamilton têm feito bons trabalhos e devem duelar pela segunda posição no grid.
- Será que Massa está, finalmente, equilibrando o jogo com Alonso? À frente do espanhol pela segunda vez seguida nos TL's 1 e 2, mas precisa consolidar o desempenho no final de semana.
- Heidfeld é bom piloto e tal... mas viveu um dia de "old Petrov", escapando, perdendo aerofólio e tempo. Prejuízo, óbvio.
- Até o final do ano a Lotus se classificará, em condições normais, à frente de Williams e/ou Force India. Com Kovalainen, porque Trulli é mais um fora de órbita.
- Virgin foi ultrapassada em rendimento pela Hispania? Xiiiiiiiiiiiii...
- Palpite da classificação: Vettel, Hamilton, Button. Palpite da corrida: Vettel, Hamilton, Alonso.
- Webber, por outro lado, já deve estar pensando em caçar cangurus. Porque, nesse ritmo, vai pendurar as luvas no fim do ano.
- A melhor briga é a da dupla da McLaren. Button e Hamilton têm feito bons trabalhos e devem duelar pela segunda posição no grid.
- Será que Massa está, finalmente, equilibrando o jogo com Alonso? À frente do espanhol pela segunda vez seguida nos TL's 1 e 2, mas precisa consolidar o desempenho no final de semana.
- Heidfeld é bom piloto e tal... mas viveu um dia de "old Petrov", escapando, perdendo aerofólio e tempo. Prejuízo, óbvio.
- Até o final do ano a Lotus se classificará, em condições normais, à frente de Williams e/ou Force India. Com Kovalainen, porque Trulli é mais um fora de órbita.
- Virgin foi ultrapassada em rendimento pela Hispania? Xiiiiiiiiiiiii...
- Palpite da classificação: Vettel, Hamilton, Button. Palpite da corrida: Vettel, Hamilton, Alonso.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Oito para dois
Terminadas as quartas de final da Champions League e da Europa League. Ou seja, agora é a hora da onça beber água nas duas competições européias de clubes. Como fiz na fase anterior, vamos aos palpitões.
Barcelona x Real Madrid - ninguém é favorito por acaso. Ambos eram favoritos contra Shakhtar e Tottenham, respectivamente, mas foi mais fácil do que todos supunham: goleadas em casa e vitórias simples como visitantes. E, por um acaso, o maior clássico do mundo será jogado quatro vezes em menos de 20 dias. Se me perguntassem para qual time eu vou torcer, a resposta é rápida: Real Madrid. Mas se a dúvida fosse sobre o time que se classificará, a resposta é fácil: Barcelona.
Manchester United x Schalke 04 - acho que nem o torcedor mais fanático do Schalke suporia que a equipe derrotasse a atual campeã, Inter de Milão, com direito a goleada no Giuseppe Meazza. Só que foi isso mesmo que aconteceu, para, apostem, delírio dos fãs do United, já exultantes com os dois triunfos sobre o Chelsea. Os alemães cumpriram excelente papel até aqui, mas não há dúvida: o Manchester é amplo favorito para chegar à decisão.
Benfica x Braga - ora, pois! Uma semifinal portuguesa, com certeza. Há, visivelmente, mais qualidade no plantel benfiquista, enquanto o Braga prima pela ferrenha aplicação tática. No mosaico de forças, o Benfica parece ter as melhores chances.
Porto x Villareal - para mim, final antecipada. São os melhores times, que eliminaram os rivais mais fortes, e compartilham a vocação ofensiva. Muito equilibrado, mas, por decidir em casa, arrisco no Villareal.
Barcelona x Real Madrid - ninguém é favorito por acaso. Ambos eram favoritos contra Shakhtar e Tottenham, respectivamente, mas foi mais fácil do que todos supunham: goleadas em casa e vitórias simples como visitantes. E, por um acaso, o maior clássico do mundo será jogado quatro vezes em menos de 20 dias. Se me perguntassem para qual time eu vou torcer, a resposta é rápida: Real Madrid. Mas se a dúvida fosse sobre o time que se classificará, a resposta é fácil: Barcelona.
Manchester United x Schalke 04 - acho que nem o torcedor mais fanático do Schalke suporia que a equipe derrotasse a atual campeã, Inter de Milão, com direito a goleada no Giuseppe Meazza. Só que foi isso mesmo que aconteceu, para, apostem, delírio dos fãs do United, já exultantes com os dois triunfos sobre o Chelsea. Os alemães cumpriram excelente papel até aqui, mas não há dúvida: o Manchester é amplo favorito para chegar à decisão.
Benfica x Braga - ora, pois! Uma semifinal portuguesa, com certeza. Há, visivelmente, mais qualidade no plantel benfiquista, enquanto o Braga prima pela ferrenha aplicação tática. No mosaico de forças, o Benfica parece ter as melhores chances.
Porto x Villareal - para mim, final antecipada. São os melhores times, que eliminaram os rivais mais fortes, e compartilham a vocação ofensiva. Muito equilibrado, mas, por decidir em casa, arrisco no Villareal.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Ê, ô... South Africa!
Se vocês me permitem, lembrei, no título do post, uma das músicas que marcaram a Copa do Mundo de 2010. Período em que a África do Sul foi a capital do esporte mundial, sediando os 64 jogos do primeiro Mundial disputado em continente africano.
Ontem a África do Sul voltou a ficar em evidência no esporte, mas, dessa vez, graças ao golfe. Pela segunda vez em quatro anos, um jogador daquele país venceu o Masters, primeiro major da temporada. O campeão, dessa vez, foi Charl Schwartzel.
História interessante, a desse rapaz. Ele se tornou profissional muito jovem, com 17 anos. Desde então, já faturou sete títulos da turnê européia, mas nunca tinha obtido sucesso no PGA americano.
Schwartzel, na verdade, só se tornou um atleta graças a outro ícone do golfe sul-africano (e mundial), Ernie Els, que o apoiou financeira e esportivamente.
E valeu muito a pena, para ambos.
Com quatro birdies nos últimos quatro buracos da quarta volta, Schwartzel assombrou o golfe. Um espetáculo de habilidade e sangue frio.
Antes dele, o último compatriota a ter vencido o Masters fora Trevor Immelman, em 2008. Vale lembrar que Louis Oosthuizen, outro sul-africano, venceu o British Open de 2010.
Ontem a África do Sul voltou a ficar em evidência no esporte, mas, dessa vez, graças ao golfe. Pela segunda vez em quatro anos, um jogador daquele país venceu o Masters, primeiro major da temporada. O campeão, dessa vez, foi Charl Schwartzel.
História interessante, a desse rapaz. Ele se tornou profissional muito jovem, com 17 anos. Desde então, já faturou sete títulos da turnê européia, mas nunca tinha obtido sucesso no PGA americano.
Schwartzel, na verdade, só se tornou um atleta graças a outro ícone do golfe sul-africano (e mundial), Ernie Els, que o apoiou financeira e esportivamente.
E valeu muito a pena, para ambos.
Com quatro birdies nos últimos quatro buracos da quarta volta, Schwartzel assombrou o golfe. Um espetáculo de habilidade e sangue frio.
Antes dele, o último compatriota a ter vencido o Masters fora Trevor Immelman, em 2008. Vale lembrar que Louis Oosthuizen, outro sul-africano, venceu o British Open de 2010.
sábado, 9 de abril de 2011
Young guns x grizzled veteran
O título do post é uma referência às alcunhas dadas pelo site oficial do PGA Tour na descrição dos jogadores que estarão no campo para o torneio X. Os young guns são os garotões, que ainda estão na casa dos 20 anos, enquanto os grizzled vets são os tios, acima dos 40 anos.
Peço licença para usar os mesmos temos para falar das duas primeiras rodadas do Masters, primeiro major da temporada do golfe. O que se viu no Augusta National foi um grupo de jovenzinhos abalar os veteranos - ou quase todos.
O estado-unidense Rickie Fowler (-5), o australiano Jason Day (-8) e o norte-irlandês Rory McIlroy (-10), colocados no mesmo grupo de quinta e sexta-feiras, arrasaram. Atacaram todos os buracos, buscaram os birdies e foram recompensados com as primeiras posições na tabela. Entrar como um dos líderes do final de semana é essencial para quem tem pretensão de vestir a jaqueta verde, ainda mais no caso desses três, que ainda buscam o primeiro major.
Mas existem três nem tão veteranos dispostos a melar os planos das promessas: Geoff Ogilvy (-6), K.J. Choi (-7) e um certo Tiger Woods (-7). Juntos, têm 85 títulos de torneios do PGA e só Choi ainda não teve o gosto de conquistar um evento-major.
O resultado dessa história eu conto amanhã.
Peço licença para usar os mesmos temos para falar das duas primeiras rodadas do Masters, primeiro major da temporada do golfe. O que se viu no Augusta National foi um grupo de jovenzinhos abalar os veteranos - ou quase todos.
O estado-unidense Rickie Fowler (-5), o australiano Jason Day (-8) e o norte-irlandês Rory McIlroy (-10), colocados no mesmo grupo de quinta e sexta-feiras, arrasaram. Atacaram todos os buracos, buscaram os birdies e foram recompensados com as primeiras posições na tabela. Entrar como um dos líderes do final de semana é essencial para quem tem pretensão de vestir a jaqueta verde, ainda mais no caso desses três, que ainda buscam o primeiro major.
Mas existem três nem tão veteranos dispostos a melar os planos das promessas: Geoff Ogilvy (-6), K.J. Choi (-7) e um certo Tiger Woods (-7). Juntos, têm 85 títulos de torneios do PGA e só Choi ainda não teve o gosto de conquistar um evento-major.
O resultado dessa história eu conto amanhã.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
GP da Malásia - Dia 1
O que mais chamou a atenção nos treinos livres de sexta-feira não foram voltas rápidas, mas sim os acidentes com os carros da Renault. Tanto Petrov quando Heidfeld viram as respectivas suspensões quebrarem, sendo que o russo perdeu o controle do carro e quase teve um acidente mais sério.
Diz a equipe que o problema foi um lote defeituoso de peças, e que as graves falhas não se repetirão. Assim esperamos.
Webber foi o mais rápido nas duas sessões. Mas, vou contar um segredo: o TL 1 não serve de parâmetro para nada. Basta comparar os tempos com os do TL 2 e perceber a discrepância.
Button foi o segundo e comprovou: só a McLaren é capaz de incomodar a Red Bull. E, talvez, incomodar não seja a palavra certa. Acho "fazer cócegas" mais realista.
Massa ficou à frente de Alonso. Barrichello, atrás de Maldonado. Nem a primeira é alivissareira, nem a segunda é alarmante. Mas, de fato, o ferrarista costuma andar bem em Kuala Lumpur, enquanto o número 1 da Williams não tem grande currículo na pista asiática.
Palpite para a classificação: Vettel, Webber, Button. Para a prova, direi amanhã.
Diz a equipe que o problema foi um lote defeituoso de peças, e que as graves falhas não se repetirão. Assim esperamos.
Webber foi o mais rápido nas duas sessões. Mas, vou contar um segredo: o TL 1 não serve de parâmetro para nada. Basta comparar os tempos com os do TL 2 e perceber a discrepância.
Button foi o segundo e comprovou: só a McLaren é capaz de incomodar a Red Bull. E, talvez, incomodar não seja a palavra certa. Acho "fazer cócegas" mais realista.
Massa ficou à frente de Alonso. Barrichello, atrás de Maldonado. Nem a primeira é alivissareira, nem a segunda é alarmante. Mas, de fato, o ferrarista costuma andar bem em Kuala Lumpur, enquanto o número 1 da Williams não tem grande currículo na pista asiática.
Palpite para a classificação: Vettel, Webber, Button. Para a prova, direi amanhã.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
OFF - Dia do Jornalista
A primeira aula de qualquer coisa é um festival de perguntas. Na faculdade, idem. Lembro como se fosse hoje quando o professor Marcelo Lopes, de Introdução ao Jornalismo, me fez a sabatina clássica. Eu tinha 16 anos à época e, para ser sincero, não sabia direito o que estava fazendo ali.
Mas, ao menos, identifiquei o motivo por ter escolhido essa graduação. E citei o episódio que despertou o interesse - 14 de janeiro de 2000, título mundial de clubes do Corinthians, narração absolutamente emocionada e emocionante de Eder Luiz.
Queria ter a oportunidade de presenciar e, de certo modo, participar de eventos tão emocionantes, marcantes, históricos. Também disse, na mesma resposta, que gostava muito de Química. O tal professor ainda fez o brilhante comentário "então por que não fez (vestibular para) Química? Por isso, nunca, dali em diante, fui com a cara dele.
Com o passar dos semestres na faculdade, com a experiência adquirida nas colaborações jornalísticas para sites, com o aprendizado ímpar do estágio, com a plenitude profissional do primeiro emprego e com a modernidade dos trabalhos freelancers (ufa!), oito anos se passaram. E alguns conceitos fazem parte da bagagem.
Nada sobrou dos sonhos da época do início do curso.
Hoje, afirmo tranquilamente que o Jornalismo, no Brasil, é tratado como escória, por todas as partes. Elenco os motivos:
1) Classe desunida - creio que seja algo comum em profissões que envolvem cursos de 3º grau. Com poucas exceções, vale a velha história: se tudo estiver bem comigo, tudo está bom. E vice-versa. Ninguém está nem aí para os aspectos macro da área, querem apenas a inserção no mercado de trabalho.
2) Tratamento vergonhoso dado pelas empresas - este decorre do primeiro. Se a meta genérica é uma vaguinha para não frequentar as fileiras do desemprego, então qualquer oportunidade está de bom tamanho. E esse o momento em que as empresas empregadoras pisam nos jornalistas. O problema mais evidente é a remuneração vergonhosa, sendo, inclusive, muito abaixo do piso estabelecido pelo Sindicato dos Jornalistas (veja aqui). Há casos de jornalistas formados, trabalhando em emissoras de rádio de alto gabarito, recebendo menos de R$ 1 mil. Ou de assessorias de imprensa, em que o assessor cumpre expediente de até nove horas diárias, para receber R$ 1,5 mil. Ultimamente, outro agravante: as empresas não mais registram os funcionários. O pagamento se dá via emissão de nota, o que pinça todos os benefícios inerentes ao regime celetista.
3) Diploma desnecessário - graças à ADPF 130, julgada em 2009 pelo Supremo Tribunal Federal, não existe mais a necessidade de ter um diploma de jornalista (ou estar cursando) para exercer a profissão. O impacto de tal decisão é pouco sentido pelos grandes veículos - inclusive, a maior parte deles não derrubou o requisito para contratar. O impacto foi severo nas mídias menores, especialmente as regionais e comunitárias. Perigo à vista, tendo em conta o fato de que muitos desses veículos tem um viés tendencioso, parcial. Agora, sem restrições, poderão publicar o que quiserem, como quiserem.
4) Qualidade deprimente da mão-de-obra e do serviço - se a pedida por qualificações caiu, o nível dos jornalistas, é óbvio, também despenca. Ouvimos/lemos/vemos absurdos veiculados diariamente e, adivinhe, não é por acaso. Além dos erros, o enfoque dado nas coberturas beira o ridículo. Sensacionalismo é um mantra e a sociedade se acostuma com o lixo. Assim, o que tem qualidade, pasmem, é desvalorizado e sai/nem entra nesse esquema.
Paro, muitas e repetidas vezes, para pensar se minha escolha, aquela de mais de oito anos atrás, foi correta. Não raras são as ocasiões em que chego ao "não". Mesmo assim, ainda me resta algum fio de esperança de ver a minha profissão valorizada, bem-feita e reconhecida.
Por isso, para aqueles que não se alienam no mundo, deixo essa mensagem para a reflexão. Podemos fazer alguma coisa? Estamos atados às correntes corrosivas do mercado ou há saídas?
Já para aqueles que acharam tudo que escrevi acima "papo furado", nada me resta a não ser a politicagem. Então, nesse caso, desejo: feliz Dia do Jornalista.
Mas, ao menos, identifiquei o motivo por ter escolhido essa graduação. E citei o episódio que despertou o interesse - 14 de janeiro de 2000, título mundial de clubes do Corinthians, narração absolutamente emocionada e emocionante de Eder Luiz.
Queria ter a oportunidade de presenciar e, de certo modo, participar de eventos tão emocionantes, marcantes, históricos. Também disse, na mesma resposta, que gostava muito de Química. O tal professor ainda fez o brilhante comentário "então por que não fez (vestibular para) Química? Por isso, nunca, dali em diante, fui com a cara dele.
Com o passar dos semestres na faculdade, com a experiência adquirida nas colaborações jornalísticas para sites, com o aprendizado ímpar do estágio, com a plenitude profissional do primeiro emprego e com a modernidade dos trabalhos freelancers (ufa!), oito anos se passaram. E alguns conceitos fazem parte da bagagem.
Nada sobrou dos sonhos da época do início do curso.
Hoje, afirmo tranquilamente que o Jornalismo, no Brasil, é tratado como escória, por todas as partes. Elenco os motivos:
1) Classe desunida - creio que seja algo comum em profissões que envolvem cursos de 3º grau. Com poucas exceções, vale a velha história: se tudo estiver bem comigo, tudo está bom. E vice-versa. Ninguém está nem aí para os aspectos macro da área, querem apenas a inserção no mercado de trabalho.
2) Tratamento vergonhoso dado pelas empresas - este decorre do primeiro. Se a meta genérica é uma vaguinha para não frequentar as fileiras do desemprego, então qualquer oportunidade está de bom tamanho. E esse o momento em que as empresas empregadoras pisam nos jornalistas. O problema mais evidente é a remuneração vergonhosa, sendo, inclusive, muito abaixo do piso estabelecido pelo Sindicato dos Jornalistas (veja aqui). Há casos de jornalistas formados, trabalhando em emissoras de rádio de alto gabarito, recebendo menos de R$ 1 mil. Ou de assessorias de imprensa, em que o assessor cumpre expediente de até nove horas diárias, para receber R$ 1,5 mil. Ultimamente, outro agravante: as empresas não mais registram os funcionários. O pagamento se dá via emissão de nota, o que pinça todos os benefícios inerentes ao regime celetista.
3) Diploma desnecessário - graças à ADPF 130, julgada em 2009 pelo Supremo Tribunal Federal, não existe mais a necessidade de ter um diploma de jornalista (ou estar cursando) para exercer a profissão. O impacto de tal decisão é pouco sentido pelos grandes veículos - inclusive, a maior parte deles não derrubou o requisito para contratar. O impacto foi severo nas mídias menores, especialmente as regionais e comunitárias. Perigo à vista, tendo em conta o fato de que muitos desses veículos tem um viés tendencioso, parcial. Agora, sem restrições, poderão publicar o que quiserem, como quiserem.
4) Qualidade deprimente da mão-de-obra e do serviço - se a pedida por qualificações caiu, o nível dos jornalistas, é óbvio, também despenca. Ouvimos/lemos/vemos absurdos veiculados diariamente e, adivinhe, não é por acaso. Além dos erros, o enfoque dado nas coberturas beira o ridículo. Sensacionalismo é um mantra e a sociedade se acostuma com o lixo. Assim, o que tem qualidade, pasmem, é desvalorizado e sai/nem entra nesse esquema.
Paro, muitas e repetidas vezes, para pensar se minha escolha, aquela de mais de oito anos atrás, foi correta. Não raras são as ocasiões em que chego ao "não". Mesmo assim, ainda me resta algum fio de esperança de ver a minha profissão valorizada, bem-feita e reconhecida.
Por isso, para aqueles que não se alienam no mundo, deixo essa mensagem para a reflexão. Podemos fazer alguma coisa? Estamos atados às correntes corrosivas do mercado ou há saídas?
Já para aqueles que acharam tudo que escrevi acima "papo furado", nada me resta a não ser a politicagem. Então, nesse caso, desejo: feliz Dia do Jornalista.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Nova geração do tênis brasileiro dá as caras
Talvez você ainda não tenha ouvido falar em João Sorgi, Thiago Monteiro, Bruno Sant'anna, Guilherme Clezar e já nem se lembre bem de quando e por que viu algo sobre Tiago Fernandes. Mas, se não houver nenhum acidente de percurso, logo conhecerá esses rapazes em detalhes.
Esses são os mais novos candidatos ao estrelato no tênis brasileiro. Todos jovens, determinados, talentosos e, o mais importante, bem-orientados.
Ainda entre os juvenis, Sorgi e Monteiro conseguiram resultados expressivos nas últimas semanas. O primeiro foi semifinalista do Banana Bowl, torneio brasileiro mais tradicional nessa faixa etária, enquanto o segundo venceu a Copa Gerdau, competição que dá mais pontos no ranking da Federação Internacional de Tênis (ITF) - mesma pontuação dos Grand Slams.
Sant'anna também frequenta, ainda, os torneios juvenis, mas já tem se arriscado em uma ou outra competição profissional. Nesta semana, foi até a segunda rodada do Challenger do Recife, onde derrotou, na primeira rodada, o compatriota e cabeça-de-chave Fernando Romboli em sets diretos.
Só perdeu para Tiago Fernandes, aquele que disse, no início, de quem você já ouviu falar, mas talvez não se lembre em que circunstância. Ele "só" foi campeão do Australian Open juvenil de 2010. Primeiro título de Grand Slam de rapazes conquistado por um brasileiro. No Recife, segue a campanha-padrão de 2011: habituar-se aos Challengers e ir o mais adiante possível neles.
Chegamos, finalmente, a Clezar. Se não teve o mesmo brilho de Fernandes na base, sempre frequentou as primeiras posições do ranking juvenil. E a qualidade denotada pelos números anteriores entrou em quadra no torneio pernambucano: venceu o cabeça 1, Marco Chiudinelli, contando com o abandono do suíço (mas já vencia por 1 set a 0), e o russo Ilya Belyaev, número 285 do mundo.
É totalmente necessário fazer um alerta: nenhum deles deverá ser "um novo Guga". E, para falar a verdade, nem é isso que se quer.
O Brasil precisa de boa quantidade e boa qualidade de tenistas. Na época de Kuerten, era ótima qualidade e mínima quantidade - apenas Meligeni realmente também tinha nível alto.
Com essa leva de promessas, mais a ainda válida aposta em Bellucci, podemos ter a esperança de montar uma "armada", digna de levar o país de volta à elite do tênis mundial.
Esses são os mais novos candidatos ao estrelato no tênis brasileiro. Todos jovens, determinados, talentosos e, o mais importante, bem-orientados.
Ainda entre os juvenis, Sorgi e Monteiro conseguiram resultados expressivos nas últimas semanas. O primeiro foi semifinalista do Banana Bowl, torneio brasileiro mais tradicional nessa faixa etária, enquanto o segundo venceu a Copa Gerdau, competição que dá mais pontos no ranking da Federação Internacional de Tênis (ITF) - mesma pontuação dos Grand Slams.
Sant'anna também frequenta, ainda, os torneios juvenis, mas já tem se arriscado em uma ou outra competição profissional. Nesta semana, foi até a segunda rodada do Challenger do Recife, onde derrotou, na primeira rodada, o compatriota e cabeça-de-chave Fernando Romboli em sets diretos.
Só perdeu para Tiago Fernandes, aquele que disse, no início, de quem você já ouviu falar, mas talvez não se lembre em que circunstância. Ele "só" foi campeão do Australian Open juvenil de 2010. Primeiro título de Grand Slam de rapazes conquistado por um brasileiro. No Recife, segue a campanha-padrão de 2011: habituar-se aos Challengers e ir o mais adiante possível neles.
Chegamos, finalmente, a Clezar. Se não teve o mesmo brilho de Fernandes na base, sempre frequentou as primeiras posições do ranking juvenil. E a qualidade denotada pelos números anteriores entrou em quadra no torneio pernambucano: venceu o cabeça 1, Marco Chiudinelli, contando com o abandono do suíço (mas já vencia por 1 set a 0), e o russo Ilya Belyaev, número 285 do mundo.
É totalmente necessário fazer um alerta: nenhum deles deverá ser "um novo Guga". E, para falar a verdade, nem é isso que se quer.
O Brasil precisa de boa quantidade e boa qualidade de tenistas. Na época de Kuerten, era ótima qualidade e mínima quantidade - apenas Meligeni realmente também tinha nível alto.
Com essa leva de promessas, mais a ainda válida aposta em Bellucci, podemos ter a esperança de montar uma "armada", digna de levar o país de volta à elite do tênis mundial.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
O homem dos 4.500 pontos
Novak Djokovic derrotou Rafael Nadal nas finais dos Masters 1000 de Indian Wells e Miami. Esses títulos se juntaram aos troféus do ATP 500 de Dubai e do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada. Ou seja, as estatísticas frias mostram que ele é o melhor jogador de 2011.
E isso é uma verdade inquestionável.
Tanto pelos resultados perfeitos, que coroam uma invencibilidade de 24 partidas nesta temporada, quanto pelo nível de jogo mostrado pelo sérvio.
É bom que se ressalte: Nadal jogou em altíssimo nível nas finais em solo estado-unidense. Talvez tenha colocado 90% da qualidade demonstrada no US Open de 2010, quando bateu o próprio Djokovic na decisão.
Então, é evidente: o nível de Nole subiu sensivelmente desde então.
Com 4.500 pontos conquistados na temporada até aqui, ele pode SIM rivalizar com Nadal pelo número 1 do ranking. Mas, nesse caso, o buraco é bem mais embaixo.
O "Toro" está prestes a entrar na fase preferida do calendário, a dos torneios de saibro. Na prática, o período se inicia já nesta semana, com os ATP's 250 de Houtson e Casablanca, começando a ferver de verdade na próxima, com o Masters 1000 de Monte Carlo.
Lembremos que Nadal, em 2010, venceu MC, Roma, Madri e culminou a campanha brilhante sobre a terra batida com o penta de Roland Garros. E ainda deu uma esticadinha até Wimbledon, quando faturou o Slam inglês pela segunda vez.
Se Djokovic for páreo nas próximas semanas, estará pronto, então, para ser candidato real ao posto de melhor tenista do planeta.
E isso é uma verdade inquestionável.
Tanto pelos resultados perfeitos, que coroam uma invencibilidade de 24 partidas nesta temporada, quanto pelo nível de jogo mostrado pelo sérvio.
É bom que se ressalte: Nadal jogou em altíssimo nível nas finais em solo estado-unidense. Talvez tenha colocado 90% da qualidade demonstrada no US Open de 2010, quando bateu o próprio Djokovic na decisão.
Então, é evidente: o nível de Nole subiu sensivelmente desde então.
Com 4.500 pontos conquistados na temporada até aqui, ele pode SIM rivalizar com Nadal pelo número 1 do ranking. Mas, nesse caso, o buraco é bem mais embaixo.
O "Toro" está prestes a entrar na fase preferida do calendário, a dos torneios de saibro. Na prática, o período se inicia já nesta semana, com os ATP's 250 de Houtson e Casablanca, começando a ferver de verdade na próxima, com o Masters 1000 de Monte Carlo.
Lembremos que Nadal, em 2010, venceu MC, Roma, Madri e culminou a campanha brilhante sobre a terra batida com o penta de Roland Garros. E ainda deu uma esticadinha até Wimbledon, quando faturou o Slam inglês pela segunda vez.
Se Djokovic for páreo nas próximas semanas, estará pronto, então, para ser candidato real ao posto de melhor tenista do planeta.
terça-feira, 29 de março de 2011
Bate-pronto - GP da Austrália
- Quando um carro espetacular se alia a um piloto de grande qualidade, forma-se uma aglutinação vencedora. É o caso do casal RBR7 + Sebastian Vettel.
- Sim, reafirmo: o campeonato acaba com três (ou mais) corridas de antecipação e um novo bicampeão.
- Se Webber não se aposentar por vontade própria ao fim do ano, a Red Bull fará isso por ele.
- A terceira colocação de Petrov (aliás, vale esses parênteses. O russo é um pouco subestimado, inclusive por mim. Apesar de ter rompantes de pilotagem amadora, ele consegue ser rápido mais vezes do que imaginamos) mostra que, se Kubica estivesse na pista, seria uma ameaça, ainda que tímida, à iminente hegemonia rubrotaurina.
- Carrinho meia-boca, esse da Ferrari.
- Massa deu início à sua última temporada na equipe italiana, aliás.
- Barrichello pode fazer boas corridas em 2011, desde que não queira ganhar posições à base de fórceps, como tentou contra Rosberg.
- Elegi a minha equipe favorita para esta época: a Sauber dos legais Kobayashi e Pérez.
- Ninguém está nem aí pra essa história de asa móvel, KERS e blábláblá. São medidas que podem ter alguma lógica, mas não caíram, nem cairão no gosto do público.
segunda-feira, 28 de março de 2011
É um mero detalhe...
Carlos Alberto Parreira disse, certa vez, que o gol era mero detalhe. Se já tinha fama de ser retranqueiro, o estigma só aumentou depois dessa.
Mas o que ele queria dizer é: às vezes, fazer o gol é apenas uma parte de um trabalho maior. Em outras palavras, não é o gol que vai definir a qualidade do time/elenco/jogador.
O mesmo raciocínio se aplica ao centésimo gol de Rogério Ceni, anotado ontem na vitória são-paulina diante do maior rival, Corinthians.
É evidente que a importância estrita desse gol para o jogo foi gigantesca, já que o confronto estava equilibrado, mesmo com o placar já favorável ao Tricolor. Além disso, há que se lembrar: foi o primeiro gol de falta de RC no Timão.
Só que, mesmo pensando em termos globais, o número "100" não é o mais importante, e imagino que o torcedor são-paulino saiba disso.
Os feitos alcançados por Rogério Ceni em quase 15 anos como goleiro titular do clube do Morumbi são maiores do que uma marca pessoal.
A Libertadores e o Mundial de 2005, três Brasileiros consecutivos, três Paulistas e deve haver outros troféus. Marcando gols em todos eles e sendo decisivo também debaixo dos três paus e fora das quatro linhas, como líder do elenco.
Há quem questione determinadas posturas de Rogério Ceni, como sempre questionar as marcações dos árbitros, sempre se adiantar nas cobranças de pênalti alheias, entre outras. Algumas declarações sobre temas que escapam do futebol também fazem parte da lista de polêmicas do goleiro.
O que não gera polêmica, nem entre os xiitas, é o reconhecimento dele como figura que enriquece a história do futebol brasileiro.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Esportes-Push, Belucci ridículo
Esportes-Push é o termo que encontrei para definir os posts curtinhos, para fazer constar a informação mais rápido.
Esse é sobre o papelão, mais um, de Thomaz Bellucci. Perdeu de virada para James Blake no Masters 1000 de Miami, 2-6, 6-4, 7-6.
Vai sair do top-30 e vai permanecer com o status de inofensivo, no que diz respeito aos grandes torneios.
Mico ou solução?
Aproxima-se o momento da confirmação oficial da contratação de Adriano pelo Corinthians. A imprensa esportiva já divulgou que o contato está assinado, faltando apenas definir os detalhes da apresentação do jogador.
Que poderá se transformar em um grande mico ou num reforço fora de série.
Analisando o histórico recente, digamos, de um ano para cá, o Imperador é um mau negócio. Jogou poucas vezes na Roma e não marcou um gol sequer. Antes apresentado com pompa pela presidente Rosella Sensi, saiu pela porta dos fundos, com o contrato rescindido.
Mas é mais fácil recuperar a parte técnica de um jogador do que ajustar o mau comportamento dele fora das quatro linhas. E a última passagem de Adriano pelo futebol brasileiro, no Flamengo, ficou manchada pelas faltas injustificadas em treinos, festinhas polêmicas e até um suposto envolvimento com traficantes do Rio de Janeiro.
Quem poderia estar disposto a trazer para um balneário calmo e estável, como o do Corinthians, um atleta-problema? Andrés Sanchez, faça-se justiça, nunca esteve convicto sobre essa contratação. Mas o grupo Hypermarcas, patrocinador majoritário do clube alvinegro, bateu o martelo, garantindo o salário de Adriano. Sem se esquecer, contudo, de fechar a negociação por meio de um contrato de risco, isto é: pisou na bola, multa, suspensão ou, até, rescisão.
O potencial do centroavante ficará, ao menos num primeiro momento, em segundo plano. As boas passagens pela Inter de Milão e São Paulo são pequeno alento para a torcida, que não irá poupá-lo se novos escândalos surgirem.
Que os ares paulistanos refresquem os neurônios do Imperador.
Um dia, nenhuma conclusão
Acompanhei ao vivo os Treino Livre 1 para o GP da Austrália. Dormi antes do começo do segundo, natural, ainda mais porque o SporTV estava fora do ar por aqui.
Do que vi, parecia muito evidente a soberania dos carros da Red Bull. Webber e Vettel fizeram 1-2, enquanto Alonso, o mais próximo, ficou a 0,6 do tempo do alemão.
Mas, de repente, não mais do que de repente, a McLaren tratou de dar um pito nas bocas que maldiziam o carro prateado. Com a pista melhor, os tempos baixaram nos Treino Livre 2. Quem aproveitou foi a dupla-dinâmica inglesa, com Button à frente de Hamilton.
A verdade é: impossível prever o que vai acontecer na classificação. Nem mesmo o Treino Livre 3 vai antecipar a resposta que todos querem saber: afinal, quem tem o melhor carro da F-1, ao menos na primeira etapa de 2011?
quinta-feira, 24 de março de 2011
Um campeonato para dois
É óbvio que é prematuro prognosticar sobre uma competição que terá 19 etapas (20?) e se estenderá por quase 9 meses.
Mas jornalistas carecem de dar a cara ao tapa, senão não teriam muita função, especialmente no meio esportivo.
Por isso, vamos falar da temporada da F-1 que começa hoje, com os treinos livres para o GP da Austrália.
1) Pegue a Red Bull quem for capaz - além de ter liderado boa parte dos testes da pré-temporada, a atual campeã de equipes e pilotos, especula-se, pode ter andado com mais combustível nos tanques do que as rivais. Se isso for verdade, a coroa de rei de 2011 estará destinada a um dos dois membros do clã austríaco, Vettel (digamos, com 75%) e Webber (25%, pois).
2) Prima ascendente - a Toro Rosso não fez nada que tenha prestado em 2009 e 2010, depois de um excepcional 2008, com direito a pole e vitória de Vettel na Itália. Mas, certamente graças ao grande trabalho de Adrian Newey e seus blue caps, parece ter acertado a mão dessa vez. Pode fazer um papel bom, no nível de Mercedes e McLaren, com otimismo, ou Lotus Renault, sendo realista.
3) Ano decisivo para os brasileiros - se não for competitivo (leia-se: andar bem mais próximo ou à frente de Alonso), Massa terá que procurar equipe para 2012. Ele sabe disso e, acho, vai cumprir um papel melhor do que no ano passado. Barrichello parece confortável na Williams, mas, como os 40 anos se aproximam, nunca se sabe se a motivação será a mesma, e se haverá vontade de permanecer na temporada posterior.
4) Temporada chatinha, chatinha - esse é puro chute. Acho que teremos poucas emoções em 2011, com domínio amplo da Red Bull e uma tentativa meio inócua da Ferrari de se aproximar. A conferir.
Amanhã falo sobre os palpites para a classificação e para a corrida.
Jogos memoráveis e Libertadores, um case de sucesso
A bola pinga na grande área, Deco chega rápido, superando o beque mexicano, dá um toque leve e letal, que deixa o goleiro sem qualquer reação. O Fluminense faz 3 a 2, numa virada tão dramática quanto necessária, pois manteve o Tricolor como candidato a uma das vagas na próxima fase da Copa Libertadores da América 2011.
É a emoção que os torcedores do Fluzão sentiriam ao ler o parágrafo acima que norteia o maior torneio de clubes da América do Sul.
Pergunte aos torcedores que já acompanharam os respectivos times na Libertadores se já vivenciaram momentos semelhantes e mil histórias virão à tona.
Particularmente, tenho fresca uma experiência na edição de 2006, um jogo também da primeira fase.
O Corinthians, como de costume, vivia um momento complicado e precisava derrotar a Universidad Católica fora de casa. Até ali, uma vitória, um empate, uma derrota. Outro fiasco e a eliminação já estaria à porta corintiana.
Foram 90 minutos inesquecíveis, uma gangorra de emoções indescritível. Com dois jogadores expulsos e um péssimo goleiro, o nada saudoso Jhonny Herrera, Nilmar e Tevez deram um show e garantiram um 3 a 2 lindo.
No final das contas, algumas, ou, talvez, a maior parte dessas vitórias não se converta em campanha campeã. Mas, como disse algum sábio por aí, não se vive apenas de títulos. Futebol é, primariamente, um jogo de emoções.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Um novo calendário, por um novo futebol
É inaceitável que quase 40% da temporada do futebol brasileiro seja dedicada a campeonatos que não tem nenhuma utilidade. O atual formato, que prevê quatro meses para a disputa dos estaduais, vai de encontro à tendência de modernização do esporte.
Por isso, com toda a liberdade que permite a internet, proponho um calendário diferente, mais adequado à realidade do futebol, inclusive mundialmente.
1) Adequação ao calendário europeu - não vamos ser ufanistas. Muitos dizem que o Brasil não deve se submeter ao que fazem os outros países, mas, nesse caso, seria a melhor alternativa. Com os campeonatos começando no segundo semestre de um ano e terminando no primeiro semestre do ano seguinte, a temida "janela de transferências" não traria discrepâncias ao Brasileirão, visto que os atletas sairiam antes do início da competição, e não no meio dela.
2) Modificação na Copa do Brasil e competições sul-americanas - não há sentido em espremer uma competição nacional em quatro ou cinco meses. Como já acontece nos principais redutos do futebol mundial, a Copa do Brasil deveria durar toda a temporada, classificando o campeão para a Libertadores e o vice para a Sul-Americana. Aliás, a participação nas duas competições continentais deixariam de impedir a presença dos clubes na Copa do Brasil, e elas também passariam a ocorrer num período similar ao da Uefa Champions League e da Europe League.
3) Extinção dos torneios estaduais e regionais - eles já foram os mais importantes, mas por que negar que não possuem mais utilidade? Ao contrário do que se pensa, os clubes pequenos, do interior, não morreriam. Passariam a jogar uma das divisões regionais do Campeonato Brasileiro, como acontece em países como Alemanha e Inglaterra. Assim, a quinta divisão equivaleria ao Paulista, sem os grandes e médios clubes.
Utopia ou não, me parece uma proposta mais adequada à realidade do futebol moderno do que o modelo que temos em vigor.
Palmas para o nº2
Novak Djokovic era o número 3 do mundo, agora é o número 2, e poderá, em breve, chegar ao número 1.
A vitória sobre Rafael Nadal na final do Masters 1000 de Indian Wells marcou uma das mais incríveis reações de um tenista num jogo decisivo nesses últimos anos.
O único erro do sérvio foi o início lento, quase modorrento. Mas, em outras épocas, sair perdendo o primeiro set para o espanhol era sinônimo de derrota. Dessa vez, não.
A intensidade de "Nole" no segundo e no terceiro sets foi de impressionar. Atacando de forehand, de backhand, sacando muito melhor que o adversário e, volta e meia, subindo à rede para matar os pontos com curtinhas.
4-6, 6-3, 6-2 e Djokovic ratificou a condição de melhor jogador de tênis de 2011, até aqui.
sexta-feira, 18 de março de 2011
F-V. De "vergonha".
O automobilismo não vive apenas da nata, do glamour e da competição em alto nível. Alguns micos são difíceis de engolir, e o mais evidente deles, no cenário atual, é essa GP2 Asia.
É certo que o campeonato serve de preparação para as equipes que disputarão a temporada regular da GP2, mas a bagunça é tão grande que tenho muitas dúvidas sobre a real eficácia desse certame.
Duas rodadas, quatro provas e, voilà, temos um campeão. O primeiro final de semana de competição aconteceu nos Emirados Árabes Unidos. Jules Bianchi, pupilo da Ferrari, foi o piloto que marcou mais pontos, somando as duas etapas de Abu Dhabi.
Eis que a decisão desta bagaça está programada para o final de semana que se avizinha, com corridas disputadas em... Imola! Isso mesmo. Uma categoria asiática terá seu encerramento num circuito europeu.
Tudo bem, a programação original era outra, e previa outras duas rodadas, e não uma, e no Bahrein. Mas os mesmos conflitos civis que levaram ao cancelamento da prova da F-1 impediram a realização das etapas da GP2 Asia.
Mesmo assim, é evidente a péssima organização da categoria. Equivale ao Torneio Rio-São Paulo que foi realizado entre 1993 e 2001, com meia dúzia de jogos, sem apelo popular e com pouco interesse dos clubes. Felizmente, teve vida curta.
E também não vejo outro fim para essa categoria mequetréfe.
UCL e EL - Confrontos finais
Uefa Champions League
Real Madrid x Tottenham - sou altamente suspeito para palpitar aqui, tendo em vista meu apreço pelo clube londrino. Mas, friamente falando, o elenco merengue tem mais qualidade. As chances do Tottenham passam por um período de instabilidade de Cristiano Ronaldo e, paralelamente, a recuperação plena de Bale, física e tecnicamente. Sangra-me o peito, mas minha aposta é no Real Madrid.
Barcelona x Shakhtar Donetsk - quem tem Xavi, Iniesta e Messi no mesmo time sempre será favorito. É, por outro lado, perigoso descartar as hipóteses do conjunto ucraniano, que tem na qualidade dos jogadores brasileiros sua maior força. Um empate ou uma derrota por pequena diferença na Espanha poderá apimentar a partida da volta, mas, é claro, o Barcelona ainda tem mais chances.
Internazionale x Schalke 04 - eis o confronto, em teoria, de mais fácil prognóstico. Os alemães chegaram até as quartas-de-final como equipe mais fraca entre as oito, e, mesmo fazendo o segundo jogo em Gelsenkirschen, é grande zebra. Neuer terá trabalho para frear o ímpeto de Maicon, Sneijder e, sobretudo, Eto'o. Aqui, a classificação da Inter é pule de dez.
Chelsea x Manchester United - ao contrário do que os colegas da imprensa vêm dizendo, não considero esse confronto equilibrado. Mesmo sem apresentar o mesmo brilho de outras temporadas, o Manchester United vive fase bastante superior à dos adversários. Em clássicos, tudo é possível, mas acho difícil que o Chelsea surpreenda. Dá Manchester.
Europa League
Villareal x Twente - tudo bem que o Twente veio da Champions, eliminou um bom time, o do Zenit St.Petesburg, mas não apontar o Submarino Amarelo como favorito seria menosprezar a equipe que tem apresentado o melhor futebol da competição. Passa Villareal.
Porto x Spartak Moscou - tido por muitos como melhor time do torneio, esse Porto ainda não me convence. Ao contrário da esquadra russa, capitaneada pelos brasileiros Alex e Welliton, dona de um futebol muito agradável. Supresa ou não, acho que o Spartak segue.
Braga x Dynamo Kiev - responsáveis pela eliminação das potências inglesas Liverpool e Manchester City, fazem um confronto que considero nem tão equilibrado assim. Apesar dos méritos de ter chegado até aqui, o time do Braga parece ser de qualidade inferior à do meu favorito, o Dynamo.
Benfica x PSV - muita história, nem tanto futebol. Depois de bater na trave em 2010, o Benfica, ao menos, chega com foco total na competição européia, já que está a milhas de distância do Porto no campeonato nacional. Por isso, aposto no Benfica, já que o PSV ainda briga - e lidera a caçada - pelo título holandês.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Função típica
Nas aulas de Direito Constitucional do curso prepatório para concursos públicos, aprendemos que os Poderes tem suas funções típicas, ou seja, aquelas que são naturalmente previstas para a respectiva competência. Existem também as funções atípicas, que são exceções.
Fazendo um paralelo com o mundo do tênis, podemos dizer que a função típica de Thomaz Bellucci é lutar para ganhar de adversários médios e sofrer quando enfrenta jogadores do top 20.
A derrota para Tomas Berdych, no Masters 1000 de Indian Wells, foi sintomática. Muitos erros não-forçados, falta de intensidade nos pontos longos, dificuldade extrema nos pontos em que não encaixou o primeiro saque. O 6-3, 6-2 deu a medida exata da superioridade do tcheco.
Os momentos atípicos acontecem na carreira do brasileiro, mas são pontuais. O que está mais fresco na memória é a vitória contra Fernando Verdasco no ATP 500 de Acapulco. Em 2010, o grande destaque foi o triunfo sobre Fernando Gonzalez no ATP 250 de Santiago, ou seja, na casa do adversário. Ressalte-se, porém, que o chileno já enfrentava problemas físicos sérios.
Inegavelmente, Bellucci tem qualidades, mas não basta vencer um ou dois jogos difíceis para se tornar um tenista respeitável. É necessário ter regularidade, grande calcanhar de aquiles do paulista desde que ganhou os holofotes do tênis brasileiro.
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