Talvez você ainda não tenha ouvido falar em João Sorgi, Thiago Monteiro, Bruno Sant'anna, Guilherme Clezar e já nem se lembre bem de quando e por que viu algo sobre Tiago Fernandes. Mas, se não houver nenhum acidente de percurso, logo conhecerá esses rapazes em detalhes.
Esses são os mais novos candidatos ao estrelato no tênis brasileiro. Todos jovens, determinados, talentosos e, o mais importante, bem-orientados.
Ainda entre os juvenis, Sorgi e Monteiro conseguiram resultados expressivos nas últimas semanas. O primeiro foi semifinalista do Banana Bowl, torneio brasileiro mais tradicional nessa faixa etária, enquanto o segundo venceu a Copa Gerdau, competição que dá mais pontos no ranking da Federação Internacional de Tênis (ITF) - mesma pontuação dos Grand Slams.
Sant'anna também frequenta, ainda, os torneios juvenis, mas já tem se arriscado em uma ou outra competição profissional. Nesta semana, foi até a segunda rodada do Challenger do Recife, onde derrotou, na primeira rodada, o compatriota e cabeça-de-chave Fernando Romboli em sets diretos.
Só perdeu para Tiago Fernandes, aquele que disse, no início, de quem você já ouviu falar, mas talvez não se lembre em que circunstância. Ele "só" foi campeão do Australian Open juvenil de 2010. Primeiro título de Grand Slam de rapazes conquistado por um brasileiro. No Recife, segue a campanha-padrão de 2011: habituar-se aos Challengers e ir o mais adiante possível neles.
Chegamos, finalmente, a Clezar. Se não teve o mesmo brilho de Fernandes na base, sempre frequentou as primeiras posições do ranking juvenil. E a qualidade denotada pelos números anteriores entrou em quadra no torneio pernambucano: venceu o cabeça 1, Marco Chiudinelli, contando com o abandono do suíço (mas já vencia por 1 set a 0), e o russo Ilya Belyaev, número 285 do mundo.
É totalmente necessário fazer um alerta: nenhum deles deverá ser "um novo Guga". E, para falar a verdade, nem é isso que se quer.
O Brasil precisa de boa quantidade e boa qualidade de tenistas. Na época de Kuerten, era ótima qualidade e mínima quantidade - apenas Meligeni realmente também tinha nível alto.
Com essa leva de promessas, mais a ainda válida aposta em Bellucci, podemos ter a esperança de montar uma "armada", digna de levar o país de volta à elite do tênis mundial.
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