Agora a oncíssima vai beber água, diria o excelente Paulo Cleto.
O Paulistão chegou ao momento em que os jogos realmente valem alguma coisa. E os quatro gigantes serão os protagonistas.
Vamos, sem rodeios, falar o que eles têm de melhor e de pior.
São Paulo
Prós: é o time mais rápido dos quatro. Jean, Juan, Lucas, Dagoberto e Marlos são imparáveis quando estão inspirados. Rogério Ceni vive boa fase, tanto embaixo dos paus quanto nas cobranças de falta. A bola parada é perigosíssima, sobretudo quando Rodolpho está na área.
Contras: Rodrigo Souto e Carlinhos Paraíba não primam pela velocidade, o que pode dificultar a vida do setor defensivo quando encontra um ataque rápido e que toca bem a bola, como é o caso do Santos.
Santos
Prós: sobra em relação aos demais quando o assunto é técnica. Elano, Ganso e Neymar formam um trio capaz de atormentar qualquer defesa (qualquer uma mesmo). Muricy, apesar da fama de não convencer em mata-mata, já faturou um Paulistão nesse sistema e parece ter bom relacionamento com o elenco.
Contras: a zaga é uma calamidade, sobretudo nas bolas aéreas. Falta um companheiro mais qualificado para Neymar no comando de ataque, pois Keirrison não consegue convencer. O goleiro Rafael ainda precisa ser testado em jogos decisivos.
Palmeiras
Prós: tem, por incrível que pareça, o conjunto mais harmônico dos quatro. O ataque dificilmente passa em branco e a defesa é a melhor do campeonato. Juntos, Kléber e Valdívia desestabilizam a marcaçao adversária e, inclusive, cavam expulsões dos seus perseguidores.
Contras: nos últimos dez anos, ganhou apenas dois títulos (sendo um deles a Série B do Brasileirão, em 2003), fator que pesará, especialmente para a torcida, que não hesitará em mostrar insatisfação no caso de um resultado adverso durante os jogos.
Corinthians
Prós: conta com o homem-gol mais eficiente do campeonato, Liedson. Ralf ajuda a guarnecer uma defesa competente, enquanto Paulinho chega à frente para auxiliar o quarteto ofensivo, garantindo um bom dinamismo ao conjunto.
Contras: má fase de Júlio César, Dentinho e Jorge Henrique, peças importantes nas campanhas de sucesso dos últimos dois anos. Parece faltar um pouco de brilho aos comandados de Tite.
Tudo descrito acima é teoria. Dentro de campo, qualquer coisa pode acontecer. Clichê? Sim. Mas verdadeiro.
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