segunda-feira, 30 de maio de 2011

GP DE MÔNACO - A medida da sorte

É sintomático: quando a fase é boa, tudo dá certo. Sebastian Vettel é a mais nova prova viva disso.

Não fossem as entradas do safety-car, exatamente nos dois momentos em que aconteceram, a vitória teria sido folgada para Jenson Button. Devido, e muito, à falha da Red Bull na primeira parada do alemão, diga-se.

Mas Vettel não teve nada a ver com as pancadas de Massa e Petrov. Assim como Alonso, outro que se aproveitou desses períodos de bandeira amarela. Levou a Ferrari ao pódio pela segunda corrida seguida graças ao próprio talento, que transborda o mediano carro de 2011 da equipe italiana.

São, aliás, os rompantes de talento que Vettel e Alonso apresentam que os diferenciam dos companheiros de equipe. Tirando o GP da China, em que Webber fez, de fato, uma prova espetacular, quando foi a última vez que vimos o australiano e Massa realizarem uma grande exibição?

Outro que faz parte do grupo dos talentos acima da média, Hamilton, também foi protagonista em Monte Carlo. Ou melhor, antagonista. Batendo em Massa, Maldonado e em quem mais viesse pela frente, tomou punições e saiu bufando. Chegou a ironizar, dizendo que estaria sendo perseguido porque é negro. Algo que não parece muito razoável nos dias de hoje.

Agora vem o Canadá, uma pista simpática, uma cidade agradável. Muitos pilotos dizem que este é o GP favorito deles. E, com a asa-móvel e os pneus de algodão, deve ser, mesmo, dos mais interessantes.

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