segunda-feira, 16 de maio de 2011

Muricy Ramalho - a prova dos nove

Muricy Ramalho ganhou, pela segunda vez, um Campeonato Paulista. Ontem, com o Santos. Em 2004, com o São Caetano.

No Náutico e no Internacional, também já tinha abocanhado os estaduais.

A passagem pelo São Paulo foi recheada de sucesso, com o tricampeonato do Brasileirão, apesar das eliminações da Libertadores.

Teve um momento ruim, no Palmeiras, onde liderou a competição nacional pela maior parte do tempo, mas não conseguiu nem ficar entre os quatro primeiros.

Migrou para o Rio de Janeiro e fez do Fluminense um clube vitorioso novamente, faturando pela quarta vez em cinco anos o Campeonato Brasileiro. Meses depois, saiu brigado e brigando. Assinou, três semanas após o desligamento dos cariocas, assinou com o Santos.

E, como já foi dito, papou mais um estadual.

O que faz de Muricy um treinador tão vitorioso? Será que é um motivador? Será que é um disciplinador? Será que aproveita as bases montadas por outros técnicos e melhora uma coisa ou outra?

Cada um tem sua opinião, a minha é simples: Muricy Ramalho é, disparado, mas longe, muito longe, o melhor comandante que temos no futebol brasileiro.

Muitos podem dizer que os times dele são retranqueiros. Oras, será demérito armar a equipe tão bem defensivamente a ponto de ficar seis jogos sem tomar gols? Estamos falando da defesa do Santos, que era uma peneira nas épocas de Adílson Batista e Marcelo Martelotte. Edu Dracena e Durval passaram de antas a gênios num piscar de olhos? É evidente que não. Daí se nota o mérito de um trabalho bem feito.

Também não é coincidência o fato de o São Paulo ter sido multicampeão sob a batuta desse "turrão" e, após a saída dele, não ter conquistado mais nada. Os propalados "melhores zagueiros do Brasil", Miranda e Alex Silva, passaram a vacilar de 2009 pra cá, em grau até maior do que o aceitável.

O troféu que falta para a galeria de Muricy pode não demorar muito a sair. O Santos é o único brasileiro vivo na Libertadores e grande favorito a seguir para as semifinais. Projeta-se uma final "daquelas" contra o Vélez. Uma espécie de prova dos nove.

Mas, honestamente: Muricy não tem mais nada a provar, a ninguém.

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